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2019-11-04 02:03:13Setor ProdutivoPROGRAMA DE MANEJO E RECUPERAÇÃO - Objetivo: Assegurar a conservação da diversidade biológica e as funções dos ecossistemas (aquáticos ou terrestres), por meio de ações de recuperação ambiental e manejo sustentável dos recursos naturais.Preservação Ambiental e Qualidade de Vida para as comunidades rurais



Analice Assunção de Souza Nunes

Graduada em Pedagogia Unicamp

Graduanda Direito Unifaat

Pós-graduanda Instituto Federal

Lic. Ed. Art. Instituto Musical de São Paulo

Gestora da RPPN Sitio Caete



O presente documento apresenta projetos a serem desenvolvidos pelo coletivo de produtores rurais de Nazaré Paulista, para ações comunitárias de preservação e conscientização da riqueza natural e cultural e objetiva participar do Programa de Atividades do Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira. Os projetos foram desenvolvidos tendo como referência as obras mencionadas no final deste documento. A autora é pedagoga e vive na RPPN Sitio Caete, seu percurso acadêmico e profissional pode ser avaliado na Plataforma Lattes http://lattes.cnpq.br/9774191404397665.





O Projeto de Construção de Políticas Públicas em Nazaré Paulista “Preservação Ambiental e Qualidade de Vida para as comunidades rurais” têm como objetivo amparar os pequenos produtores rurais do município, proporcionando ambiente adequado para que, através de um processo dialogado e participativo, possam reconhecer sua realidade e, juntos, buscar caminhos para a consolidação de atividades sustentáveis que possam ser rentáveis, sempre respeitando o contexto cultural da região.

Pela peculiaridade da região, pertencente à Área de Proteção Ambiental Sistema Cantareira, Nazaré Paulista possui um histórico de desrespeito ao pequeno agricultor nativo, sem outras instâncias que possam protege-lo (como o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente - Comdema, por exemplo) e evidenciado na dissertação de mestrado de Cinthya Maria Costa Rodrigues, com o título - Águas aos olhos de Santa Luzia: Um estudo de memória sobre o deslocamento compulsório de sitiantes em Nazaré Paulista – SP, Unicamp, 1997.

Os projetos relacionados no presente documento visam preservar a sabedoria tradicional nativa e apoiar atividades agroecológicas, possibilitando geração de renda, de maneira sustentável (preservando o meio ambiente) e capacitando para um desenvolvimento solidário e rentável.

A despeito do que se vincula nos canais midiáticos sobre a preservação ambiental realizada na região, em comunicações de entidades várias, a população das comunidades rurais não tem tido condições de efetivar atividades que lhe possam garantir a permanência em suas unidades rurais, quer pela dificuldade de gerar renda, quer pela precariedade de se manter nas unidades rurais, desassistidas em ações de políticas públicas, tornando ainda mais precária a vida nas comunidades rurais.

É importante salientar que nas diversas ações demandadas por entidades que se declaram preservacionistas, como projetos de Educação Ambiental e de rentabilidade, utilizando o reflorestamento, por exemplo, não puderam e nem podem substituir um trabalho que já é efetivado pelos órgãos de âmbito estatais (Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS) e os sindicatos rurais, que atuam no assessoramento dos pequenos proprietários rurais, com orientação e cursos, visando efetivar a permanência do pequeno agricultor nativo e sua qualidade de vida, com a adequada geração de renda . Estas ações de apoio técnico poderão ser ampliadas com a implementação dos Projetos aqui apresentados.

Tem, neste sentido, os Projetos elencados neste documento, concebidos em sintonia com a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS de Nazaré Paulista, a possibilidade de gerir ações e atividades regionais, com a finalidade de construção de políticas públicas para a permanência no campo e melhorar a qualidade de vida do pequeno proprietário rural, possibilitando que os recursos advindos para as ações no Sistema Cantareira sejam direcionados e efetivados por e para a população rural, que efetivamente preserva a riqueza natural da região, principalmente com a construção de coletivos que poderão viabilizar uma participação melhor no mercado, fundamentado na economia solidária. .

As estratégias adotadas para as ações serão construídas para que a comunidade possa acompanhar e gerir a alocação dos recursos públicos, sempre em instâncias participativas e da sociedade civil; o dinheiro vai efetivamente para quem trabalha e vive nessa terra.



Marcos teóricos para os Programas de Construção de Políticas Públicas:

Assumindo como pressuposto a realidade social e ambiental da região, considerando o histórico de ocupação e uso de solos, isto é, avaliando a conformação geográfica da região com sua declividade e a tendo como atividade secular o pastoreio ou mata para corte de lenha, é evidente que as atividades deverão ser articuladas com as possibilidades de renda que o relevo apresenta.

Nazaré Paulista contem a Represa Atibainha, formada pelo represamento do rio Atibainha e outras correntes de água, além de receber água de outras represas, compondo o Sistema Cantareira. A beleza natural é inegável, entretanto a ocupação de solo tem que ser regulada, privilegiando atividades que preservem a flora e fauna nativa.

É perigosa a concessão de áreas para atividades de lazer (marinas, pousadas, hotéis fazendas e similares) em um território sem que se tenha instalado o organismo que regula a ocupação de solos, como o Comdema, por exemplo. Na atualidade há uma forte pressão para o parcelamento irregular de solo, sem o devido respeito às leis e acompanhamento de instâncias reguladoras.

As ações demandadas por entidades várias não puderam, em seu histórico na região, contemplar efetivamente a criação de políticas públicas, quer por fatores que sejam políticos, quer por fatores econômicos e midiáticos. Neste sentido enfatizamos a necessidade de se alocar os recursos financeiros que serão demandados pelos programas do Sistema Cantareira para quem efetivamente preserva a região, ou seja seus habitantes rurais, hoje desassistidos por falta destas políticas. Cremos que o movimento deve revigorar as atividades realizadas pelos pequenos proprietários rurais, dando-lhes visibilidade e forças para atender seus anseios legítimos, que é viver na e da terra.

Consideramos que as atividades agroecológicas são as que contemplam a região, pressupondo que a preservação da natureza é um fundamento essencial para a Agroecologia. Com este alinhamento, os programas que serão desenvolvidos visam fomentar as necessidades de geração de renda para os pequenos produtores rurais nativos e também a preservação da riqueza natural da região.

O grupo de produtores agroecológicos já existente, é o cerne das atividades de projetos que visam garantir renda e qualidade de vida e preservação da riqueza natural da região, assessorados pelo efetivo já existente na Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS, que poderá assistir e assessorar tecnicamente as atividades realizadas pelos programas elencados neste e em outros grupos que se formarão.



Projetos:



1. Preservação ambiental e qualidade de vida para o pequeno agricultor

Objetivos:

Proporcionar o fortalecimento e consolidação de coletivo de agricultores, prioritariamente pequenos agricultores nativos, visando ampliar possibilidades de cultivos e criações em manejo agroecológico, apoiando na formatação e certificação, para comercialização de seus produtos.

Criar selo de origem, como “Nazaré Paulista Preservando”, como possibilidade de agregar valor e ampliar mercado comercial.



Estratégias para efetivar projeto (metodologia adotada):

Com o pressuposto da participação coletiva, o grupo deverá adotar dinâmicas que propiciem o diálogo e a construção de conceitos que regularão as atividades, sempre com uma proposta de horizontalização (portanto sem líderes ou chefes), com a assunção de pontos convergentes para a tomada de decisão. Os fundamentos básicos deverão ser: a) respeito à história e contexto local, b) garantia de preservação de preceitos comunais, como a tradição caipira, c) adoção de práticas preservacionistas, como a agroflorestal, d) produção de produtos nativos oriundos da mata atlântica, como as frutas nativas e abelhas sem ferrão, e) inovação nas práticas de manejo, visando garantir qualidade, rentabilidade e com a ideia de selo de origem, agregando tecnologia às técnicas de processamento.

É recomendável priorizar pequenos produtores já estabelecidos (nativos), possibilitando reorganizar as práticas adotadas e modernizar os processos de manejo e processamento.







Resultados pretendidos:

1. Aos pequenos produtores rurais participantes dos coletivos

No manejo de área de reflorestamento

A partir de atividades já realizadas pelos pequenos produtores como extração de lenha e carvão tem-se alguns atributos que poderão agregar valor aos produtos a serem comercializados. Subprodutos da extração de lenha, como óleo essencial de suas folhas ou artesanato dos ramos descartados poderão incrementar a economia dos pequenos produtores.



Na horticultura e fruticultura

Os alimentos certificados agroecológicos poderão ter um alcance maior de comercialização, com um trabalho de esclarecimentos e com selo de origem, possibilitando ao consumidor reconhecer o produtor e saber como é produzido o alimento que consome (rastreabilidade). Neste sentido a introdução na cesta de produtos comercializados de Plantas Alimentícias Não Convencionais PANCs, agregará valor e significará um diferencial importante para a adoção de estratégias de reconhecimento da origem (selo de origem). Poderão ser agregados diversos alimentos que comporão a cesta de produtos, além das hortaliças será possível ter-se frutas nativas, café, amendoim, tradicionalmente produzidos na região.



Na cultura de flores

As flores comporão um braço importante na cadeia produtiva agroecológica, representando um diferencial substancial de reconhecimento da qualidade produtiva praticada no cultivo. A ênfase na certificação agroecológica e a adoção de reconhecimento da origem poderão agregar valor à comercialização de produtos.



Produtos de Origem Animal

Os produtos de origem animal poderão ser reconhecidos também pela qualidade e história de sua fabricação. É imprescindível a criação do Serviço de Inspeção Municipal SIM, para permitir que os produtos elaborados no município possam ser comercializados, dando garantia de qualidade no processo de elaboração dos produtos. Uma das atividades seculares da região é a produção de queijo artesanal, entretanto é necessário medidas que possibilitem capacitar o produtor e apoia-lo visando garantir um produto de qualidade e com boa certificação sanitária.



2. Aos cidadãos do município de Nazaré Paulista

A alocação dos recursos para coletivos de pequenos agricultores rurais vislumbra a criação de políticas públicas que sejam realizadas independentes das administrações locais, possibilitando um fomento necessário para uma maior participação dos cidadãos na concepção e fortalecimento de mecanismos necessários para um acompanhamento das estratégias adotadas pelas diversas instâncias públicas, no tocante às atividades agropecuárias e as de meio ambiente.

É de domínio público a ausência de organismos essenciais na administração local, visando o acompanhamento, regramento e fiscalização de atividades agropecuárias e ambientais; não se tem Conselho de Defesa de Meio Ambiente, nem o Serviço de Inspeção Municipal SIM, o que em um município com o perfil como o de Nazaré Paulista é um desrespeito e afronta ao que cuida e preserva a natureza, que é o pequeno produtor rural. Em Nazaré Paulista, dependendo de amizades políticas e capacidade financeira, qualquer um faz o que quer. Queremos, nós que moramos e cuidamos da riqueza ambiental e cultural, que isto seja mudado.

A alocação de recursos para entidades que se dizem preservacionistas podem representar uma adoção de princípios que deslegitimam as atividades de quem vive e preserva a região. O impacto midiático desta parceria não pode penalizar e obstruir atividades que devam resultar nos esforços para a concepção e criação de políticas públicas que sejam transparentes e que privilegiem quem efetivamente mantêm as riquezas naturais e culturais da região, que é o pequeno produtor rural.



Selo de Origem

A certificação agroecológica e a conformação especial em que se encontra Nazaré Paulista, em uma Área de Preservação Ambiental de beleza natural inconteste, agregada a riqueza cultural e tradicional que viceja na localidade, permitem que estes atributos sejam vinculados aos produtos oferecidos pelo coletivo. Concomitantemente à adoção do selo de origem é fundamental que haja uma valoração das origens dos produtos e de seus produtores, aliando a forma qualificada de produção (agroecológica) com a histórica de origem de seus produtores (história de vida e contexto cultural). Estes elementos juntos significarão um diferencial relevante para identificar produtos reconhecidos no mercado (agroecológicos, com boas práticas de manejo e história cultural) através da rastreabilidade.



Alocação dos recursos

A serem disponibilizados para os coletivos de pequenos produtores rurais, devidamente formalizados e com assessoria técnica pública, ou seja, de organismos públicos já habilitados e com experiência consolidada nestas atividades como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS.

Com a indicação das necessidades para viabilizar os negócios das atividades, como construção de uma cozinha industrial comunitária, criação da marca de origem, realização de levantamentos para consolidar a história dos produtos e de seus produtores, além de equipamentos, instrumentos e recursos humanos e técnicos, estes recursos deverão ser acompanhados e disponíveis para consultas públicas, sempre com a avaliação e validação do coletivo.

A prestação de contas de todos os recursos advindos de programas para preservação e outros, originados pelo Comitê Gestor do Sistema Cantareira e outros que envolvam a preservação ou qualquer outra atividade que impacte nos moradores tradicionais destas localidades, deverão permitir acompanhamento e questionamentos, visando identificar qualquer recurso que seja destinado a outros fins, que não sejam os ligados à preservação e manutenção da cobertura vegetal existente.





2. Abelhas nativas, cuidando do que já existe



Objetivos:

Potencializar criação de abelhas nativas, atividade já existente nas pequenas propriedades rurais. O projeto pretende congregar esforços no sentido de localizar os pequenos produtores rurais e reuni-los em coletivos, visando divulgar técnicas de manejo, habilitando para um melhor processamento. Pretende, ainda, estabelecer mecanismos para que haja uma produção identificada pela região (selo de origem), que induza boas práticas de manejo e processamento, visando um produto de origem certificada e especial.



Estratégias adotadas para efetivar projeto (metodologia adotada):

Ø Localizar e identificar os pequenos produtores rurais que já criam abelhas nativas;

Ø Incentivar outros pequenos produtores rurais para a criação, consorciando com outros cultivos e criações;

Ø Oferecer oficinas para troca de experiências e sistematização das práticas locais;

Ø Buscar resultados otimizados e uniformes, sempre agregando técnicas que possam ampliar a produção;

Ø Consolidar coletivo, buscando referenciais locais para agregar valor ao produto oferecido ao mercado;

Ø Referendar as boas práticas de manejo, de preferência agroecológicas, para apoiar ampliação de mercado;



Resultados pretendidos:

Aos pequenos produtores rurais participantes dos coletivos

A criação de coletivo para a criação de abelhas nativas pretende potencializar a possibilidade de comercialização de um produto incomum, pouco disponibilizado ao mercado, portanto de alto valor agregado.

A atividade, juntamente com outras a serem efetuadas no campo, significa uma fonte de renda extra para o pequeno agricultor. Além do produto extraído desta criação, os resultados desta atividade consolidam uma prática sustentável e agroecológica, visando fortalecer uma visão integrada de preservação e sustentabilidade.

As oficinas/encontros deverão possibilitar a formação de um conjunto de práticas locais consolidadas e deverão propiciar um desenvolvimento do manejo integrado à outras culturas.



Aos cidadãos do município de Nazaré Paulista

Conhecer as práticas realizadas no território e valoriza-las é um dos objetivos a serem alcançados pelo coletivo para divulgar as atividades do campo. Pelas dinâmicas sociais estabelecidas no município, há uma percepção de que as atividades acontecidas no campo são precárias e obsoletas. Concomitantemente com a realização de oficinas/encontros para consolidar as práticas com o manejo de abelhas nativas, deverá ser concebido material para divulgação sobre as abelhas nativas, o histórico desta criação no município, os benefícios que a atividade proporciona ao ambiente, as qualidades incomuns encontradas no produto e o perfil dos criadores e mantenedores deste cultivo, visando esclarecer a importância de se reconhecer as práticas tradicionais, atualizando seu potencial como gerador de renda.



Selo de Origem:

A certificação agroecológica e a conformação especial em que se encontra Nazaré Paulista, em uma Área de Preservação Ambiental de beleza natural inconteste, agregada a riqueza cultural e tradicional que viceja na localidade, permitem que estes atributos sejam vinculados aos produtos produzidos pelo coletivo. Concomitantemente à adoção do selo de origem é fundamental que haja uma valoração das origens dos produtos e de seus produtores, aliando a forma qualificada de produção (agroecológica) com a histórica de origem de seus produtores (história de vida e contexto cultural). Estes elementos juntos significarão um diferencial relevante para identificar produtos reconhecidos no mercado (agroecológicos, com boas práticas de manejo e história cultural) através da rastreabilidade.



Alocação dos recursos:

A serem disponibilizados para os coletivos de pequenos produtores rurais, devidamente formalizados e com assessoria técnica pública, ou seja, de organismos públicos já habilitados e com experiência consolidada nestas atividades como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS.

Com a indicação das necessidades para viabilizar os negócios das atividades, como construção de local para processamento do mel extraído de abelhas nativas, viabilizando processo de extração, manuseio, embalagem, além do material de divulgação.

Os recursos poderão ser aplicados ainda na capacitação de novos criadores de abelhas nativas. A prestação de contas de todos os recursos advindos de programas para preservação e outros, originados pelo Comitê Gestor do Sistema Cantareira e outros que envolvam a preservação ou qualquer outra atividade que impacte nos moradores tradicionais destas localidades, deverão permitir acompanhamento e questionamentos, visando identificar qualquer recurso que seja destinado a outros fins, que não sejam os ligados à preservação e manutenção da cobertura vegetal existente.





3. Quintal dos saberes e sabores (as mulheres na lida do campo)

Objetivos:

Incentivar cultivo de plantas nativas, valorizando a flora local e reunir mulheres do campo para criar coletivo, visando registrar e socializar as práticas tradicionais, na alimentação local e no cultivo de hortaliças e plantas para chás e banhos. Proporcionar momentos de encontro e compartilhamento, visando fortalecer práticas comunitárias, relativas à geração de renda e incentivar a produção de processamento de frutas nativas (geleias, chutneys, licores), para geração de renda. Iniciar processo para receptividade das unidades rurais para o turismo rural.



Estratégias adotadas para efetivar projeto (metodologia adotada):

Ø Localizar e identificar mulheres que cuidam de horta, pomar e de canteiro de ervas medicinais;

Ø Incentivar mulheres para o cultivo de frutas nativas e ervas nativas;

Ø Oferecer oficinas para troca de experiências e sistematização das práticas locais;

Ø Buscar resultados otimizados e uniformes, sempre agregando técnicas que possam ampliar a produção;

Ø Consolidar coletivo, buscando referenciais locais para agregar valor ao produto oferecido ao mercado;

Ø Referendar as boas práticas de manejo, de preferência agroecológicas, para apoiar ampliação de mercado;



Resultados pretendidos:

Às mulheres produtoras rurais participantes dos coletivos

Proporcionar ambiente adequado para formação de coletivo, com o objetivo de gerar renda, com atividades de processamento de produtos de hortas, pomares e canteiros de ervas, em escala artesanal.

Elaborar registro de práticas tradicionais (receitas locais, sabão, sachês, por exemplo) do aproveitamento dos produtos da horta e pomar.

Reforçar processos para a economia solidária (todos participam, todos ganham). Consolidar práticas solidárias e fortalecimento da economia local.



Aos cidadãos do município de Nazaré Paulista

Reconhecer práticas locais, valorizadas como tradicionais e agroecológicas. Potencializar movimento econômico que gerem renda. Reelaboração e valorização de movimentos solidários e comunais.



Alocação dos recursos:

A serem disponibilizados para os coletivos de pequenos produtores rurais, devidamente formalizados e com assessoria técnica pública, ou seja, de organismos públicos já habilitados e com experiência consolidada nestas atividades como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS.

A prestação de contas de todos os recursos advindos de programas para preservação e outros, originados pelo Comitê Gestor do Sistema Cantareira e outros que envolvam a preservação ou qualquer outra atividade que impacte nos moradores tradicionais destas localidades, deverão permitir acompanhamento e questionamentos, visando identificar qualquer recurso que seja destinado a outros fins, que não sejam os ligados à preservação e manutenção da cobertura vegetal existente.



4. Artesanato em palha, cerâmica ou uso de sementes (Biojóias)



Objetivos:

Incentivar utilização de resíduos de culturas (palha de milho, tronco de bananeira, taboa e junco, dentre outros materiais), para criar artesanato/biojóias.

Na região é comum elaborar flores com papeis, esta prática é utilizada para a decoração de locais de festas. Dentre as práticas tradicionais há a confecção de bonecas de pano, que poderá ser elaborada com material descartado das muitas oficinas de costura da região; tal técnica poderá ser agregada ao tingimento artesanal, praticado tradicionalmente pelas mulheres da região, com produtos de seus pomares e hortas (tingimento com frutas, raízes e folhas nativas).

As confecções permitirão práticas coletivas, visando criar um padrão regional, prestigiado por uma marca local (outro produto para o selo de origem). poderão se constituir em uma atividade extra de geração de renda, valorizando as matérias primas locais.



Estratégias adotadas para efetivar projeto (metodologia adotada):

Ø Localizar e identificar mulheres que cuidam de horta, pomar e de canteiro de ervas medicinais e possuam habilidade para o artesanato;

Ø Incentivar mulheres para criarem artesanato;

Ø Oferecer oficinas para troca de experiências e sistematização das práticas locais;

Ø Buscar resultados otimizados e uniformes, sempre agregando técnicas que possam ampliar a produção;

Ø Consolidar coletivo, buscando referenciais locais para agregar valor ao produto oferecido ao mercado;

Ø Referendar as boas práticas de manejo, de preferência agroecológicas, para apoiar ampliação de mercado;



Resultados pretendidos:

Às mulheres produtoras rurais participantes dos coletivos

Proporcionar ambiente adequado para formação de coletivo, com o objetivo de gerar renda, com atividades de artesanato.

Elaborar registro de práticas tradicionais relacionadas às criações de artesanato.

Reforçar processos para a economia solidária (todos participam, todos ganham). Consolidar práticas solidárias e fortalecimento da economia local.



Aos cidadãos do município de Nazaré Paulista

Reconhecer práticas locais, valorizadas como tradicionais e agroecológicas. Potencializar movimento econômico que gerem renda. Reelaboração e valorização de movimentos solidários e comunais.



Alocação dos recursos:

A serem disponibilizados para os coletivos de pequenos produtores rurais, devidamente formalizados e com assessoria técnica pública, ou seja, de organismos públicos já habilitados e com experiência consolidada nestas atividades como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS.

A prestação de contas de todos os recursos advindos de programas para preservação e outros, originados pelo Comitê Gestor do Sistema Cantareira e outros que envolvam a preservação ou qualquer outra atividade que impacte nos moradores tradicionais destas localidades, deverão permitir acompanhamento e questionamentos, visando identificar qualquer recurso que seja destinado a outros fins, que não sejam os ligados à preservação e manutenção da cobertura vegetal existente.



Referências Bibliográficas

BARBOSA, Luciano Chagas. Políticas públicas de educação ambiental numa sociedade de risco: tendências e desafios no Brasil. IV Encontro Nacional da Anppas, Brasília, 2008.

Preservação Ambiental e Qualidade de Vida para as comunidades rurais



Analice Assunção de Souza Nunes

Graduada em Pedagogia Unicamp

Graduanda Direito Unifaat

Pós-graduanda Instituto Federal

Lic. Ed. Art. Instituto Musical de São Paulo

Gestora da RPPN Sitio Caete



O presente documento apresenta projetos a serem desenvolvidos pelo coletivo de produtores rurais de Nazaré Paulista, para ações comunitárias de preservação e conscientização da riqueza natural e cultural e objetiva participar do Programa de Atividades do Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira. Os projetos foram desenvolvidos tendo como referência as obras mencionadas no final deste documento. A autora é pedagoga e vive na RPPN Sitio Caete, seu percurso acadêmico e profissional pode ser avaliado na Plataforma Lattes http://lattes.cnpq.br/9774191404397665.





O Projeto de Construção de Políticas Públicas em Nazaré Paulista “Preservação Ambiental e Qualidade de Vida para as comunidades rurais” têm como objetivo amparar os pequenos produtores rurais do município, proporcionando ambiente adequado para que, através de um processo dialogado e participativo, possam reconhecer sua realidade e, juntos, buscar caminhos para a consolidação de atividades sustentáveis que possam ser rentáveis, sempre respeitando o contexto cultural da região.

Pela peculiaridade da região, pertencente à Área de Proteção Ambiental Sistema Cantareira, Nazaré Paulista possui um histórico de desrespeito ao pequeno agricultor nativo, sem outras instâncias que possam protege-lo (como o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente - Comdema, por exemplo) e evidenciado na dissertação de mestrado de Cinthya Maria Costa Rodrigues, com o título - Águas aos olhos de Santa Luzia: Um estudo de memória sobre o deslocamento compulsório de sitiantes em Nazaré Paulista – SP, Unicamp, 1997.

Os projetos relacionados no presente documento visam preservar a sabedoria tradicional nativa e apoiar atividades agroecológicas, possibilitando geração de renda, de maneira sustentável (preservando o meio ambiente) e capacitando para um desenvolvimento solidário e rentável.

A despeito do que se vincula nos canais midiáticos sobre a preservação ambiental realizada na região, em comunicações de entidades várias, a população das comunidades rurais não tem tido condições de efetivar atividades que lhe possam garantir a permanência em suas unidades rurais, quer pela dificuldade de gerar renda, quer pela precariedade de se manter nas unidades rurais, desassistidas em ações de políticas públicas, tornando ainda mais precária a vida nas comunidades rurais.

É importante salientar que nas diversas ações demandadas por entidades que se declaram preservacionistas, como projetos de Educação Ambiental e de rentabilidade, utilizando o reflorestamento, por exemplo, não puderam e nem podem substituir um trabalho que já é efetivado pelos órgãos de âmbito estatais (Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS) e os sindicatos rurais, que atuam no assessoramento dos pequenos proprietários rurais, com orientação e cursos, visando efetivar a permanência do pequeno agricultor nativo e sua qualidade de vida, com a adequada geração de renda . Estas ações de apoio técnico poderão ser ampliadas com a implementação dos Projetos aqui apresentados.

Tem, neste sentido, os Projetos elencados neste documento, concebidos em sintonia com a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS de Nazaré Paulista, a possibilidade de gerir ações e atividades regionais, com a finalidade de construção de políticas públicas para a permanência no campo e melhorar a qualidade de vida do pequeno proprietário rural, possibilitando que os recursos advindos para as ações no Sistema Cantareira sejam direcionados e efetivados por e para a população rural, que efetivamente preserva a riqueza natural da região, principalmente com a construção de coletivos que poderão viabilizar uma participação melhor no mercado, fundamentado na economia solidária. .

As estratégias adotadas para as ações serão construídas para que a comunidade possa acompanhar e gerir a alocação dos recursos públicos, sempre em instâncias participativas e da sociedade civil; o dinheiro vai efetivamente para quem trabalha e vive nessa terra.



Marcos teóricos para os Programas de Construção de Políticas Públicas:

Assumindo como pressuposto a realidade social e ambiental da região, considerando o histórico de ocupação e uso de solos, isto é, avaliando a conformação geográfica da região com sua declividade e a tendo como atividade secular o pastoreio ou mata para corte de lenha, é evidente que as atividades deverão ser articuladas com as possibilidades de renda que o relevo apresenta.

Nazaré Paulista contem a Represa Atibainha, formada pelo represamento do rio Atibainha e outras correntes de água, além de receber água de outras represas, compondo o Sistema Cantareira. A beleza natural é inegável, entretanto a ocupação de solo tem que ser regulada, privilegiando atividades que preservem a flora e fauna nativa.

É perigosa a concessão de áreas para atividades de lazer (marinas, pousadas, hotéis fazendas e similares) em um território sem que se tenha instalado o organismo que regula a ocupação de solos, como o Comdema, por exemplo. Na atualidade há uma forte pressão para o parcelamento irregular de solo, sem o devido respeito às leis e acompanhamento de instâncias reguladoras.

As ações demandadas por entidades várias não puderam, em seu histórico na região, contemplar efetivamente a criação de políticas públicas, quer por fatores que sejam políticos, quer por fatores econômicos e midiáticos. Neste sentido enfatizamos a necessidade de se alocar os recursos financeiros que serão demandados pelos programas do Sistema Cantareira para quem efetivamente preserva a região, ou seja seus habitantes rurais, hoje desassistidos por falta destas políticas. Cremos que o movimento deve revigorar as atividades realizadas pelos pequenos proprietários rurais, dando-lhes visibilidade e forças para atender seus anseios legítimos, que é viver na e da terra.

Consideramos que as atividades agroecológicas são as que contemplam a região, pressupondo que a preservação da natureza é um fundamento essencial para a Agroecologia. Com este alinhamento, os programas que serão desenvolvidos visam fomentar as necessidades de geração de renda para os pequenos produtores rurais nativos e também a preservação da riqueza natural da região.

O grupo de produtores agroecológicos já existente, é o cerne das atividades de projetos que visam garantir renda e qualidade de vida e preservação da riqueza natural da região, assessorados pelo efetivo já existente na Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS, que poderá assistir e assessorar tecnicamente as atividades realizadas pelos programas elencados neste e em outros grupos que se formarão.



Projetos:



1. Preservação ambiental e qualidade de vida para o pequeno agricultor

Objetivos:

Proporcionar o fortalecimento e consolidação de coletivo de agricultores, prioritariamente pequenos agricultores nativos, visando ampliar possibilidades de cultivos e criações em manejo agroecológico, apoiando na formatação e certificação, para comercialização de seus produtos.

Criar selo de origem, como “Nazaré Paulista Preservando”, como possibilidade de agregar valor e ampliar mercado comercial.



Estratégias para efetivar projeto (metodologia adotada):

Com o pressuposto da participação coletiva, o grupo deverá adotar dinâmicas que propiciem o diálogo e a construção de conceitos que regularão as atividades, sempre com uma proposta de horizontalização (portanto sem líderes ou chefes), com a assunção de pontos convergentes para a tomada de decisão. Os fundamentos básicos deverão ser: a) respeito à história e contexto local, b) garantia de preservação de preceitos comunais, como a tradição caipira, c) adoção de práticas preservacionistas, como a agroflorestal, d) produção de produtos nativos oriundos da mata atlântica, como as frutas nativas e abelhas sem ferrão, e) inovação nas práticas de manejo, visando garantir qualidade, rentabilidade e com a ideia de selo de origem, agregando tecnologia às técnicas de processamento.

É recomendável priorizar pequenos produtores já estabelecidos (nativos), possibilitando reorganizar as práticas adotadas e modernizar os processos de manejo e processamento.







Resultados pretendidos:

1. Aos pequenos produtores rurais participantes dos coletivos

No manejo de área de reflorestamento

A partir de atividades já realizadas pelos pequenos produtores como extração de lenha e carvão tem-se alguns atributos que poderão agregar valor aos produtos a serem comercializados. Subprodutos da extração de lenha, como óleo essencial de suas folhas ou artesanato dos ramos descartados poderão incrementar a economia dos pequenos produtores.



Na horticultura e fruticultura

Os alimentos certificados agroecológicos poderão ter um alcance maior de comercialização, com um trabalho de esclarecimentos e com selo de origem, possibilitando ao consumidor reconhecer o produtor e saber como é produzido o alimento que consome (rastreabilidade). Neste sentido a introdução na cesta de produtos comercializados de Plantas Alimentícias Não Convencionais PANCs, agregará valor e significará um diferencial importante para a adoção de estratégias de reconhecimento da origem (selo de origem). Poderão ser agregados diversos alimentos que comporão a cesta de produtos, além das hortaliças será possível ter-se frutas nativas, café, amendoim, tradicionalmente produzidos na região.



Na cultura de flores

As flores comporão um braço importante na cadeia produtiva agroecológica, representando um diferencial substancial de reconhecimento da qualidade produtiva praticada no cultivo. A ênfase na certificação agroecológica e a adoção de reconhecimento da origem poderão agregar valor à comercialização de produtos.



Produtos de Origem Animal

Os produtos de origem animal poderão ser reconhecidos também pela qualidade e história de sua fabricação. É imprescindível a criação do Serviço de Inspeção Municipal SIM, para permitir que os produtos elaborados no município possam ser comercializados, dando garantia de qualidade no processo de elaboração dos produtos. Uma das atividades seculares da região é a produção de queijo artesanal, entretanto é necessário medidas que possibilitem capacitar o produtor e apoia-lo visando garantir um produto de qualidade e com boa certificação sanitária.



2. Aos cidadãos do município de Nazaré Paulista

A alocação dos recursos para coletivos de pequenos agricultores rurais vislumbra a criação de políticas públicas que sejam realizadas independentes das administrações locais, possibilitando um fomento necessário para uma maior participação dos cidadãos na concepção e fortalecimento de mecanismos necessários para um acompanhamento das estratégias adotadas pelas diversas instâncias públicas, no tocante às atividades agropecuárias e as de meio ambiente.

É de domínio público a ausência de organismos essenciais na administração local, visando o acompanhamento, regramento e fiscalização de atividades agropecuárias e ambientais; não se tem Conselho de Defesa de Meio Ambiente, nem o Serviço de Inspeção Municipal SIM, o que em um município com o perfil como o de Nazaré Paulista é um desrespeito e afronta ao que cuida e preserva a natureza, que é o pequeno produtor rural. Em Nazaré Paulista, dependendo de amizades políticas e capacidade financeira, qualquer um faz o que quer. Queremos, nós que moramos e cuidamos da riqueza ambiental e cultural, que isto seja mudado.

A alocação de recursos para entidades que se dizem preservacionistas podem representar uma adoção de princípios que deslegitimam as atividades de quem vive e preserva a região. O impacto midiático desta parceria não pode penalizar e obstruir atividades que devam resultar nos esforços para a concepção e criação de políticas públicas que sejam transparentes e que privilegiem quem efetivamente mantêm as riquezas naturais e culturais da região, que é o pequeno produtor rural.



Selo de Origem

A certificação agroecológica e a conformação especial em que se encontra Nazaré Paulista, em uma Área de Preservação Ambiental de beleza natural inconteste, agregada a riqueza cultural e tradicional que viceja na localidade, permitem que estes atributos sejam vinculados aos produtos oferecidos pelo coletivo. Concomitantemente à adoção do selo de origem é fundamental que haja uma valoração das origens dos produtos e de seus produtores, aliando a forma qualificada de produção (agroecológica) com a histórica de origem de seus produtores (história de vida e contexto cultural). Estes elementos juntos significarão um diferencial relevante para identificar produtos reconhecidos no mercado (agroecológicos, com boas práticas de manejo e história cultural) através da rastreabilidade.



Alocação dos recursos

A serem disponibilizados para os coletivos de pequenos produtores rurais, devidamente formalizados e com assessoria técnica pública, ou seja, de organismos públicos já habilitados e com experiência consolidada nestas atividades como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS.

Com a indicação das necessidades para viabilizar os negócios das atividades, como construção de uma cozinha industrial comunitária, criação da marca de origem, realização de levantamentos para consolidar a história dos produtos e de seus produtores, além de equipamentos, instrumentos e recursos humanos e técnicos, estes recursos deverão ser acompanhados e disponíveis para consultas públicas, sempre com a avaliação e validação do coletivo.

A prestação de contas de todos os recursos advindos de programas para preservação e outros, originados pelo Comitê Gestor do Sistema Cantareira e outros que envolvam a preservação ou qualquer outra atividade que impacte nos moradores tradicionais destas localidades, deverão permitir acompanhamento e questionamentos, visando identificar qualquer recurso que seja destinado a outros fins, que não sejam os ligados à preservação e manutenção da cobertura vegetal existente.





2. Abelhas nativas, cuidando do que já existe



Objetivos:

Potencializar criação de abelhas nativas, atividade já existente nas pequenas propriedades rurais. O projeto pretende congregar esforços no sentido de localizar os pequenos produtores rurais e reuni-los em coletivos, visando divulgar técnicas de manejo, habilitando para um melhor processamento. Pretende, ainda, estabelecer mecanismos para que haja uma produção identificada pela região (selo de origem), que induza boas práticas de manejo e processamento, visando um produto de origem certificada e especial.



Estratégias adotadas para efetivar projeto (metodologia adotada):

Ø Localizar e identificar os pequenos produtores rurais que já criam abelhas nativas;

Ø Incentivar outros pequenos produtores rurais para a criação, consorciando com outros cultivos e criações;

Ø Oferecer oficinas para troca de experiências e sistematização das práticas locais;

Ø Buscar resultados otimizados e uniformes, sempre agregando técnicas que possam ampliar a produção;

Ø Consolidar coletivo, buscando referenciais locais para agregar valor ao produto oferecido ao mercado;

Ø Referendar as boas práticas de manejo, de preferência agroecológicas, para apoiar ampliação de mercado;



Resultados pretendidos:

Aos pequenos produtores rurais participantes dos coletivos

A criação de coletivo para a criação de abelhas nativas pretende potencializar a possibilidade de comercialização de um produto incomum, pouco disponibilizado ao mercado, portanto de alto valor agregado.

A atividade, juntamente com outras a serem efetuadas no campo, significa uma fonte de renda extra para o pequeno agricultor. Além do produto extraído desta criação, os resultados desta atividade consolidam uma prática sustentável e agroecológica, visando fortalecer uma visão integrada de preservação e sustentabilidade.

As oficinas/encontros deverão possibilitar a formação de um conjunto de práticas locais consolidadas e deverão propiciar um desenvolvimento do manejo integrado à outras culturas.



Aos cidadãos do município de Nazaré Paulista

Conhecer as práticas realizadas no território e valoriza-las é um dos objetivos a serem alcançados pelo coletivo para divulgar as atividades do campo. Pelas dinâmicas sociais estabelecidas no município, há uma percepção de que as atividades acontecidas no campo são precárias e obsoletas. Concomitantemente com a realização de oficinas/encontros para consolidar as práticas com o manejo de abelhas nativas, deverá ser concebido material para divulgação sobre as abelhas nativas, o histórico desta criação no município, os benefícios que a atividade proporciona ao ambiente, as qualidades incomuns encontradas no produto e o perfil dos criadores e mantenedores deste cultivo, visando esclarecer a importância de se reconhecer as práticas tradicionais, atualizando seu potencial como gerador de renda.



Selo de Origem:

A certificação agroecológica e a conformação especial em que se encontra Nazaré Paulista, em uma Área de Preservação Ambiental de beleza natural inconteste, agregada a riqueza cultural e tradicional que viceja na localidade, permitem que estes atributos sejam vinculados aos produtos produzidos pelo coletivo. Concomitantemente à adoção do selo de origem é fundamental que haja uma valoração das origens dos produtos e de seus produtores, aliando a forma qualificada de produção (agroecológica) com a histórica de origem de seus produtores (história de vida e contexto cultural). Estes elementos juntos significarão um diferencial relevante para identificar produtos reconhecidos no mercado (agroecológicos, com boas práticas de manejo e história cultural) através da rastreabilidade.



Alocação dos recursos:

A serem disponibilizados para os coletivos de pequenos produtores rurais, devidamente formalizados e com assessoria técnica pública, ou seja, de organismos públicos já habilitados e com experiência consolidada nestas atividades como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS.

Com a indicação das necessidades para viabilizar os negócios das atividades, como construção de local para processamento do mel extraído de abelhas nativas, viabilizando processo de extração, manuseio, embalagem, além do material de divulgação.

Os recursos poderão ser aplicados ainda na capacitação de novos criadores de abelhas nativas. A prestação de contas de todos os recursos advindos de programas para preservação e outros, originados pelo Comitê Gestor do Sistema Cantareira e outros que envolvam a preservação ou qualquer outra atividade que impacte nos moradores tradicionais destas localidades, deverão permitir acompanhamento e questionamentos, visando identificar qualquer recurso que seja destinado a outros fins, que não sejam os ligados à preservação e manutenção da cobertura vegetal existente.





3. Quintal dos saberes e sabores (as mulheres na lida do campo)

Objetivos:

Incentivar cultivo de plantas nativas, valorizando a flora local e reunir mulheres do campo para criar coletivo, visando registrar e socializar as práticas tradicionais, na alimentação local e no cultivo de hortaliças e plantas para chás e banhos. Proporcionar momentos de encontro e compartilhamento, visando fortalecer práticas comunitárias, relativas à geração de renda e incentivar a produção de processamento de frutas nativas (geleias, chutneys, licores), para geração de renda. Iniciar processo para receptividade das unidades rurais para o turismo rural.



Estratégias adotadas para efetivar projeto (metodologia adotada):

Ø Localizar e identificar mulheres que cuidam de horta, pomar e de canteiro de ervas medicinais;

Ø Incentivar mulheres para o cultivo de frutas nativas e ervas nativas;

Ø Oferecer oficinas para troca de experiências e sistematização das práticas locais;

Ø Buscar resultados otimizados e uniformes, sempre agregando técnicas que possam ampliar a produção;

Ø Consolidar coletivo, buscando referenciais locais para agregar valor ao produto oferecido ao mercado;

Ø Referendar as boas práticas de manejo, de preferência agroecológicas, para apoiar ampliação de mercado;



Resultados pretendidos:

Às mulheres produtoras rurais participantes dos coletivos

Proporcionar ambiente adequado para formação de coletivo, com o objetivo de gerar renda, com atividades de processamento de produtos de hortas, pomares e canteiros de ervas, em escala artesanal.

Elaborar registro de práticas tradicionais (receitas locais, sabão, sachês, por exemplo) do aproveitamento dos produtos da horta e pomar.

Reforçar processos para a economia solidária (todos participam, todos ganham). Consolidar práticas solidárias e fortalecimento da economia local.



Aos cidadãos do município de Nazaré Paulista

Reconhecer práticas locais, valorizadas como tradicionais e agroecológicas. Potencializar movimento econômico que gerem renda. Reelaboração e valorização de movimentos solidários e comunais.



Alocação dos recursos:

A serem disponibilizados para os coletivos de pequenos produtores rurais, devidamente formalizados e com assessoria técnica pública, ou seja, de organismos públicos já habilitados e com experiência consolidada nestas atividades como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS.

A prestação de contas de todos os recursos advindos de programas para preservação e outros, originados pelo Comitê Gestor do Sistema Cantareira e outros que envolvam a preservação ou qualquer outra atividade que impacte nos moradores tradicionais destas localidades, deverão permitir acompanhamento e questionamentos, visando identificar qualquer recurso que seja destinado a outros fins, que não sejam os ligados à preservação e manutenção da cobertura vegetal existente.



4. Artesanato em palha, cerâmica ou uso de sementes (Biojóias)



Objetivos:

Incentivar utilização de resíduos de culturas (palha de milho, tronco de bananeira, taboa e junco, dentre outros materiais), para criar artesanato/biojóias.

Na região é comum elaborar flores com papeis, esta prática é utilizada para a decoração de locais de festas. Dentre as práticas tradicionais há a confecção de bonecas de pano, que poderá ser elaborada com material descartado das muitas oficinas de costura da região; tal técnica poderá ser agregada ao tingimento artesanal, praticado tradicionalmente pelas mulheres da região, com produtos de seus pomares e hortas (tingimento com frutas, raízes e folhas nativas).

As confecções permitirão práticas coletivas, visando criar um padrão regional, prestigiado por uma marca local (outro produto para o selo de origem). poderão se constituir em uma atividade extra de geração de renda, valorizando as matérias primas locais.



Estratégias adotadas para efetivar projeto (metodologia adotada):

Ø Localizar e identificar mulheres que cuidam de horta, pomar e de canteiro de ervas medicinais e possuam habilidade para o artesanato;

Ø Incentivar mulheres para criarem artesanato;

Ø Oferecer oficinas para troca de experiências e sistematização das práticas locais;

Ø Buscar resultados otimizados e uniformes, sempre agregando técnicas que possam ampliar a produção;

Ø Consolidar coletivo, buscando referenciais locais para agregar valor ao produto oferecido ao mercado;

Ø Referendar as boas práticas de manejo, de preferência agroecológicas, para apoiar ampliação de mercado;



Resultados pretendidos:

Às mulheres produtoras rurais participantes dos coletivos

Proporcionar ambiente adequado para formação de coletivo, com o objetivo de gerar renda, com atividades de artesanato.

Elaborar registro de práticas tradicionais relacionadas às criações de artesanato.

Reforçar processos para a economia solidária (todos participam, todos ganham). Consolidar práticas solidárias e fortalecimento da economia local.



Aos cidadãos do município de Nazaré Paulista

Reconhecer práticas locais, valorizadas como tradicionais e agroecológicas. Potencializar movimento econômico que gerem renda. Reelaboração e valorização de movimentos solidários e comunais.



Alocação dos recursos:

A serem disponibilizados para os coletivos de pequenos produtores rurais, devidamente formalizados e com assessoria técnica pública, ou seja, de organismos públicos já habilitados e com experiência consolidada nestas atividades como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável CDRS.

A prestação de contas de todos os recursos advindos de programas para preservação e outros, originados pelo Comitê Gestor do Sistema Cantareira e outros que envolvam a preservação ou qualquer outra atividade que impacte nos moradores tradicionais destas localidades, deverão permitir acompanhamento e questionamentos, visando identificar qualquer recurso que seja destinado a outros fins, que não sejam os ligados à preservação e manutenção da cobertura vegetal existente.



Referências Bibliográficas

BARBOSA, Luciano Chagas. Políticas públicas de educação ambiental numa sociedade de risco: tendências e desafios no Brasil. IV Encontro Nacional da Anppas, Brasília, 2008.

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2019-11-04 01:53:12Setor ProdutivoPROGRAMA DE INTERAÇÃO SOCIOAMBIENTAL - Objetivo: Estabelecer por meio das relações entre os diversos atores do território, os pactos sociais necessários para garantir os objetivos da UC.Movimento Juntos, preservando

Analice Assunção de Souza Nunes

Graduada em Pedagogia Unicamp

Graduanda Direito Unifaat

Pós-graduanda Instituto Federal

Lic. Ed. Art. Instituto Musical de São Paulo

Gestora da RPPN Sitio Caete







O presente documento apresenta projetos a serem desenvolvidos na Unidade de Conservação Privada, a Reserva Particular do Patrimônio Natural RPPN Sitio Caete – Nazaré Paulista, para ações comunitárias de preservação e conscientização da riqueza natural e cultural e objetiva participar do Programa de Atividades do Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira. Os projetos foram desenvolvidos tendo como referência as obras mencionadas no final deste documento. A autora é pedagoga e vive na RPPN Sitio Caete, seu percurso acadêmico e profissional pode ser avaliado na Plataforma Lattes http://lattes.cnpq.br/9774191404397665.



Abaixo dados sobre a RPPN:

Nome: RPPN Sitio Caete

Área da RPPN: 7,04 he

Instrumento de criação: Portaria 635, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade- ICM-Bio, de 03/10/2017

Endereço da Propriedade: Estrada Municipal Beira da Represa, km 14

Bairro: Quatro Cantos

Município: Nazaré Paulista - SP

Telefone: (011) 99594-4931 / 011-97269-8318



A RPPN Sitio Caete

Localizada nas margens da Represa Atibainha, a RPPN Sitio Caete possui área preservada e tem potencial para integrar corredores ecológicos, visando preservar a fauna e flora de mata atlântica.

A propriedade possui trilhas, que possibilitam a observação e estudos da flora e fauna, está integrada à mata nativa local ainda presente, em um braço da represa Atibainha. A propriedade adota manejo agroecológico e possui grande variedade de plantas nativas, especialmente as frutas da mata atlântica como cambuci, uvaia, grumixama, pitanga preta, pitanga vermelha, pitanga amarela, jambo, araçá, fruta do conde, palmito juçara, baunilha, canela, oiti, sassafrás e outras. O canteiro de ervas medicinais é variado, com espinheira santa, babosa, aveloz, sabugueiro, alumã e outras, costumeiramente utilizadas para chás e banhos.

Além das hortaliças mais comuns, há o cultivo das Plantas Alimentícias Não Convencionais, possibilitando apresentar muitas das plantas tradicionais adotadas na alimentação das populações nativas, ainda não presentes na alimentação urbana.

A casa principal é em técnica nativa, com a utilização de pau-a-pique, em um resultado que prioriza a solução arquitetônica caipira, com cimento queimado, elementos recicláveis e soluções para insolação inovadoras (abertura no teto para entrada de luz solar). Há aquecimento de água solar e energia fotovoltaica, visando soluções sustentáveis, além a filtro ecológico para a água de reuso, com o intuito de preservar a riqueza natural local.



Objetivos das atividades na RPPN Sitio Caete

Ø Preservar a fauna, flora e contexto cultural;

Ø Registrar a história e a vida cultural local;

Ø Pesquisar o modo de vida das comunidades locais, suas fontes de renda, suas festividades, suas tradições;

Ø Articular os saberes populares com o conhecimento acadêmico, possibilitando ressignificação e valoração de conceitos ligados à preservação do ambiental natural e cultural;

Ø Capacitar os moradores do entorno para atuar como monitores em atividades de recepção de visitantes, na RPPN, aliando os saberes populares com os preceitos de preservação ambiental;

Ø Priorizar oficinas e fórum de debates, para incentivar, mobilizar e consolidar estudos e pesquisas sobre manejos agroecológicos que possam proporcionar renda aos pequenos produtores rurais;

Ø Tornar o espaço um local de formação, permitindo o compartilhamento das perspectivas várias de conhecimento e saberes (populares e acadêmicos), priorizando soluções que proporcionem qualidade de vida e geração de renda para os pequenos produtores rurais;

Ø Tornar o espaço um local de estudos e pesquisas da flora e fauna, congregando esforços para socializar os resultados obtidos nestas pesquisas e estudos.



Na unidade rural é priorizado o respeito à natureza e a noção de preservação no seu sentido mais pleno: se preserva a fauna, a flora e todo o contexto cultural. A RPPN tem como objetivo disseminar as práticas agroecológicas e atuar como ponto focal da valorização da história cultural da região, possibilitando registro da vida cultural local, através de pesquisas acadêmicas e de campo, buscando alternativas para ampliar as fontes de renda dos pequenos produtores rurais.

A valorização dos saberes populares deve ser o ponto focal das dinâmicas adotadas, possibilitando uma troca de conhecimentos e facilitando uma sistematização e registro dos conhecimentos tradicionais. Todos os resultados deverão integrar uma plataforma que se alimenta e alimenta pesquisadores e pequenos produtores rurais, visando socializar os conhecimentos e saberes e priorizando a emancipação econômica dos pequenos proprietários rurais, com o objetivo de que se possa viver na e da terra, com qualidade de vida e dignidade.



PROJETOS



mso-fareast-font-family:"Century Gothic";mso-bidi-font-family:"Century Gothic"">1. Arial">Reconhecendo nosso ambiente e o Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira



A quem se destina: aos moradores do entorno da RPPN



Objetivos

Ø Reconhecer as pessoas moradoras no entorno da RPPN;

Ø Conhecer a trajetória de vida e o motivo de estarem no campo;

Ø Conhecer como veem a vida no campo, estabelecendo distinção entre os benefícios e as dificuldades na vida no campo (pontos fortes e pontos fracos);

Ø Reunir as informações, visando conceber uma rede que seja afinada e acessível para todos;

Ø Propor parcerias e vizinhança solidária;

Ø Tratar a preservação ambiental como um direito e um dever;

Ø Dialogar para consolidar uma estratégia de preservação ambiental local;

Ø Apresentar o Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira e dialogar sobre o documento e o impacto que proporciona aos que vivem em Nazaré Paulista.



Estratégias (Metodologia):

Através de dinâmicas participativas, serão propostos encontros para a formatação dos diálogos necessários. Com a perspectiva de uma educação não formal freireana e rizomática, pretende-se que as construções de conceitos e processos sejam elaboradas com os participantes, possibilitando espaço e voz para todos os integrantes.

A concepção de educação não formal freireana refere-se a um processo de construção do conhecimento que é conduzido em sintonia com o educando, a partir de sua realidade e reconhecendo os saberes e conhecimentos que possua. A educação rizomática é concebida de maneira transversal, buscando sinergia com o modo de vida do educando e abarcando as várias perspectivas dos diversos campos do conhecimento, buscando uma formação que fale da realidade do educando.

A adoção de processos formativos será efetivada com o compromisso de se respeitar o modo de vida dos participantes, propiciando momentos de diálogos e reflexões, buscando centralizar questões que abordem a preservação ambiental e a qualidade de vida de quem vive no território.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Através da sensibilização dos participantes, pretende-se que sejam mobilizados para atuar efetivamente na preservação do ambiente. A socialização e articulação de conhecimentos e experiências de vida poderão propiciar uma ressignificação de valores, com o compromisso de ser colocar como aliados ao processo de preservação, enxergando no seu entorno possibilidades de geração de renda e de melhorar a qualidade de vida. O acesso ao conteúdo do Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira será um dos pontos focais dos encontros, possibilitando compreender quais serão os impactos que trarão ao cotidiano dos moradores da região.

A constituição de coletivos com o mesmo foco será considerada como êxito de um processo de reordenação local.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

O projeto consolida e socializa a existência de atividades no campo que poderão gerar renda e preservar o meio ambiente.

A Unidade de Conservação RPPN Sitio Caete é resultado de um investimento de longo prazo que respeita a natureza e busca ter atividades que sejam sustentáveis.



mso-fareast-font-family:"Century Gothic";mso-bidi-font-family:"Century Gothic"">2. Arial">Oficina de vida (a vida das plantas, a vida dos animais, a vida humana)



A quem se destina: aos moradores do entorno, a outros interessados – estudantes, biólogos e curiosos.



Objetivos

Ø Articular conhecimentos sobre a realidade local com proposta de educação não formal, tendo como foco a preservação ambiental total (fauna, flora, gente);

Ø Socializar informações sobre o contexto local (fauna e flora existente), visando propagar a necessidade de ações de preservação ambiental;

Ø Propiciar experiências educativas significativas, demonstrando a potencialidade de recuperação de uma área, quando devidamente manejada;



Estratégias (Metodologia):

Em encontros focais (com temas como Fauna, Flora e contexto Cultural), serão elencadas as características locais de cada um dos temas, visando ampliar um debate e reflexão sobre o assunto e sensibilizar os participantes para assumirem a preservação da natureza, em todos seus aspectos.

Sempre trazendo para o diálogo duas perspectivas distintas, como a visão dos nativos sobre seu ambiente bem como a visão de especialistas nas áreas (biólogos, geólogos, geógrafos) para ampliar as reflexões sobre os temas, pretende-se que os participantes possam reconhecer a importância da preservação ambiental.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Os questionamentos e diálogos, envolvendo perspectivas distintas, enriquecerão a compreensão das dinâmicas necessárias para a manutenção e ampliação da preservação ambiental, compreendendo o quanto impacta a vida de todos (vida urbana e do campo), imprescindível para a garantia da vida humana no planeta.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



3. Ecologia da Vida – Ecopedagogia



A quem se destina: estudantes, a grupos de turismo pedagógico



Objetivos:

Ø Apresentar a riqueza da flora e fauna local, ressaltando a importância de ações de preservação ambiental;

Ø Proporcionar diálogos, visando reflexões sobre a conectividade de todos os biomas e a relevância destas ações para as sociedades urbanas;

Ø Apresentar concepções de manejo integrado e preservacionista, como o agroecológico, enfatizando as dinâmicas que proporciona para a restauração ambiental;

Ø Apresentar a Carta da Terra – documento importante para a compreensão das dinâmicas de preservação de todo o planeta e o histórico das conquistas na área ambiental, em termos de legislação e de marcos teóricos (como a ECO 92, a Rio + 20);

Ø Fundamentar debates sobre ações de conscientização e de preservação, no campo e na cidade;

Ø Articular fundamentos de alimentação viva e saudável e na necessária conscientização em termos de consumo e de opções no modo de vida, mesmo em vida urbana;

Ø Propor reflexões sobre a finitude das reservas ambientais e os processos para administra-las, mesmo em atitudes urbanas e cotidianas.



Estratégias (Metodologia)

Em encontros serão apresentados um histórico de como se constituiu o conceito de meio ambiente, as leis que foram criadas e os movimentos de conquistas para a preservação da natureza. Eventos importantes, como a ECO 92 e a RIO + 20 serão discutidos e os marcos teóricos que são adotados globalmente.

Diálogos sobre o documento Carta da Terra e a Ecopedagogia serão incentivados, visando um esclarecimento sobre questões ambientais.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Sensibilizar para a preservação ambiental, possibilitando entendimentos de diversas perspectivas sobre questões ambientais (históricas, sociais, ecológicas, etc). Ampliar conhecimentos sobre parâmetros legais da questão e a necessidade de mobilização para o enfrentamento das dificuldades atuais, inclusive as de origens climáticas.

Esclarecer dicotomia vida urbana/vida no campo, propondo diálogos sobre a conectividade existente nos diversos territórios humanos. Suscitar a curiosidade sobre o tema, propondo estímulos para um permanente questionamento sobre a preservação ambiental.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



4. Oficina sabores e perfumes



A quem se destina: estudantes, a grupos de turismo pedagógico, curiosos



Objetivos:

Ø Apresentar a riqueza da flora, com as plantas nativas;

Ø Apresentar o ambiente integrado, com experiencias sensoriais (gustativa, olfativas prioritariamente), de um bioma da mata atlântica;

Ø Possibilitar compreensão sobre o conceito de agroecologia, o manejo que integra a preservação da flora com a geração de renda;

Ø Propor reflexões sobre a qualidade da alimentação e de hábitos urbanos consumistas;

Ø Fomentar a curiosidade sobre as práticas tradicionais de cultivo e de alimentação;



Estratégias (Metodologia)

Em atividades de campo, apresentar as plantas nativas. No pomar, apresentar as frutas nativas, com a coleta de frutos ou folhas, para apreciar o gosto ou perfume. Na horta, apresentar as verduras e as plantas alimentícias não convencionais (Pancs), com a coleta para apreciar o sabor ou perfume. No canteiro de ervas medicinais, apresentar as plantas nativas e os usos tradicionais.

A trilha, olfativa e gustativa, é um convite para saborear os alimentos agroecológicos e tornar perceptível a sua constituição saudável (cor, textura, sabor, perfume).

Poderão participar e complementar os conteúdos (como instrutoras) agricultoras locais com seus quitutes tradicionais.

Poderão, em turmas diversas, ser oferecidas oficinas para processamento artesanal dos alimentos (elaboração de geleias de frutas nativas, biscoito de araruta ou de mandioca, produtos de milho, com a riqueza dos condimentos colhidos na hora, como pimenta do reino, canela, noz moscada, cardamomo, cravo da índia e outros).



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Participar ativamente de um processo de coleta e processamento artesanal de alimentos e compreender a diferença que existe em alimentos com manejo agroecológicos. Entender que há possibilidade de se ter alimentos sem monocultura ou com utilização de insumos externos. Perceber a riqueza de um manejo natural (aroma, sabor, textura), aliado à preservação ambiental.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



5. Unidade de Conservação – RPPN O que é?



A quem se destina: estudantes, a grupos de turismo pedagógico, curiosos e principalmente aos moradores do entorno.



Objetivos:

Ø Apresentar uma modalidade de preservação ambiental que pode ser adotada por particulares;

Ø Ressaltar a importância de ações de particulares no movimento de preservação ambiental;

Ø Apresentar as especificidades da área e o processo para uma área se tornar RPPN;

Ø Mobilizar os moradores do entorno para a importância da preservação ambiental e como poderão contribuir e assumir esta modalidade de ação.



Estratégias (Metodologias)

Em dinâmicas dialogadas, será apresentado o conceito de Reservas Particulares do Patrimônio Natural e o histórico da criação desta modalidade de conservação ambiental. Pretende-se esclarecer como se constitui uma RPPN e quais são suas especificidades e benefícios.

Concomitantemente será proposto debate sobre formas de se atuar na preservação ambiental, nos vários territórios (urbanos, em outros biomas), propondo reflexões sobre hábitos de consumo, sobre alimentação viva e finitude dos recursos naturais.

A mobilização contará com obras fotográficas de Sebastião Salgado e outras, proporcionando um estimulo para reflexões sobre a conservação ambiental.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Serão esclarecidos objetivos da RPPN e os trâmites necessários para certificar a área pretendida. Aspectos ambientais e de conservação serão explicitados, bem como o histórico de ações de preservação ambiental no país.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



6. Oficinas de capacitação para monitores de ecoturismo na RPPN



A quem se destina: a moradores do entorno, interessados em parceria na recepção de grupos para ecoturismo.



Objetivos:

Ø Propiciar atividade de renda para moradores do entorno da RPPN

Ø Incentivar o conhecimento da realidade local e assumir compromisso com a preservação ambiental;

Ø Contribuir para divulgar a riqueza natural da região e potencializar ações de transformação, com seus pares e com os visitantes com quem atuará;



Estratégias (Metodologia)

Reuniões de compartilhamento de conhecimentos, visando socializar informações sobre a RPPN, sua criação, riqueza natural encontrada, fauna e flora. Debates sobre conceitos sobre preservação, riqueza ambiental/natural, flora e fauna do bioma.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

A capacitação possibilita uma futura atuação como monitor ou guia em atividades em grupo, a serem realizadas na RPPN. Permite que o participante possa reconhecer a importância de sua região, além de propiciar uma fonte extra de rendimentos.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



Referências Bibliográficas

BARBOSA, Luciano Chagas. Políticas públicas de educação ambiental numa sociedade de risco: tendências e desafios no Brasil. IV Encontro Nacional da Anppas, Brasília, 2008.



BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Pensar o Ambiente: bases filosóficas para a Educação Ambiental. Org. CARVALHO, Isabel Cristina Moura de; GRUN, Mauro; TRAJBER, Rachel. Brasília, 2006.



BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). Cadernos Secad 1.Org. HENRIQUES, Ricardo; TRAJBER, Rachel; MELLO, Soraia; LIPAI, Eneida M.; CHAMUSCA, Adelaide. Brasília, 2007.



SÃO PAULO (Estado) Secretaria do Meio Ambiente. Programa de Educação Ambiental da Fundação Florestal: um guia para implantação nas unidades de conservação. Adriana Neves da Silva; Juliana Ferreira de Castro (Orgs.) - São Paulo: SMA/CEA, 2016.



SILVA, Adriana Neves da . Experiências em educação ambiental - unidades de conservação gerenciadas pela Fundação Florestal, 4º Diálogos de Educação Ambiental - EA na gestão socioambiental das áreas protegidas. Fundação Florestal. Disponível em acesso em 10/10/2019



WICK, Maíra Arantes Leite. A educação ambiental presente nos programas de uso público em parques estaduais localizados no município de São Paulo. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro Orientador: Luciano Fernandes Silva, Rio Claro, 2014.

Movimento Juntos, preservando

Analice Assunção de Souza Nunes

Graduada em Pedagogia Unicamp

Graduanda Direito Unifaat

Pós-graduanda Instituto Federal

Lic. Ed. Art. Instituto Musical de São Paulo

Gestora da RPPN Sitio Caete







O presente documento apresenta projetos a serem desenvolvidos na Unidade de Conservação Privada, a Reserva Particular do Patrimônio Natural RPPN Sitio Caete – Nazaré Paulista, para ações comunitárias de preservação e conscientização da riqueza natural e cultural e objetiva participar do Programa de Atividades do Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira. Os projetos foram desenvolvidos tendo como referência as obras mencionadas no final deste documento. A autora é pedagoga e vive na RPPN Sitio Caete, seu percurso acadêmico e profissional pode ser avaliado na Plataforma Lattes http://lattes.cnpq.br/9774191404397665.



Abaixo dados sobre a RPPN:

Nome: RPPN Sitio Caete

Área da RPPN: 7,04 he

Instrumento de criação: Portaria 635, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade- ICM-Bio, de 03/10/2017

Endereço da Propriedade: Estrada Municipal Beira da Represa, km 14

Bairro: Quatro Cantos

Município: Nazaré Paulista - SP

Telefone: (011) 99594-4931 / 011-97269-8318



A RPPN Sitio Caete

Localizada nas margens da Represa Atibainha, a RPPN Sitio Caete possui área preservada e tem potencial para integrar corredores ecológicos, visando preservar a fauna e flora de mata atlântica.

A propriedade possui trilhas, que possibilitam a observação e estudos da flora e fauna, está integrada à mata nativa local ainda presente, em um braço da represa Atibainha. A propriedade adota manejo agroecológico e possui grande variedade de plantas nativas, especialmente as frutas da mata atlântica como cambuci, uvaia, grumixama, pitanga preta, pitanga vermelha, pitanga amarela, jambo, araçá, fruta do conde, palmito juçara, baunilha, canela, oiti, sassafrás e outras. O canteiro de ervas medicinais é variado, com espinheira santa, babosa, aveloz, sabugueiro, alumã e outras, costumeiramente utilizadas para chás e banhos.

Além das hortaliças mais comuns, há o cultivo das Plantas Alimentícias Não Convencionais, possibilitando apresentar muitas das plantas tradicionais adotadas na alimentação das populações nativas, ainda não presentes na alimentação urbana.

A casa principal é em técnica nativa, com a utilização de pau-a-pique, em um resultado que prioriza a solução arquitetônica caipira, com cimento queimado, elementos recicláveis e soluções para insolação inovadoras (abertura no teto para entrada de luz solar). Há aquecimento de água solar e energia fotovoltaica, visando soluções sustentáveis, além a filtro ecológico para a água de reuso, com o intuito de preservar a riqueza natural local.



Objetivos das atividades na RPPN Sitio Caete

Ø Preservar a fauna, flora e contexto cultural;

Ø Registrar a história e a vida cultural local;

Ø Pesquisar o modo de vida das comunidades locais, suas fontes de renda, suas festividades, suas tradições;

Ø Articular os saberes populares com o conhecimento acadêmico, possibilitando ressignificação e valoração de conceitos ligados à preservação do ambiental natural e cultural;

Ø Capacitar os moradores do entorno para atuar como monitores em atividades de recepção de visitantes, na RPPN, aliando os saberes populares com os preceitos de preservação ambiental;

Ø Priorizar oficinas e fórum de debates, para incentivar, mobilizar e consolidar estudos e pesquisas sobre manejos agroecológicos que possam proporcionar renda aos pequenos produtores rurais;

Ø Tornar o espaço um local de formação, permitindo o compartilhamento das perspectivas várias de conhecimento e saberes (populares e acadêmicos), priorizando soluções que proporcionem qualidade de vida e geração de renda para os pequenos produtores rurais;

Ø Tornar o espaço um local de estudos e pesquisas da flora e fauna, congregando esforços para socializar os resultados obtidos nestas pesquisas e estudos.



Na unidade rural é priorizado o respeito à natureza e a noção de preservação no seu sentido mais pleno: se preserva a fauna, a flora e todo o contexto cultural. A RPPN tem como objetivo disseminar as práticas agroecológicas e atuar como ponto focal da valorização da história cultural da região, possibilitando registro da vida cultural local, através de pesquisas acadêmicas e de campo, buscando alternativas para ampliar as fontes de renda dos pequenos produtores rurais.

A valorização dos saberes populares deve ser o ponto focal das dinâmicas adotadas, possibilitando uma troca de conhecimentos e facilitando uma sistematização e registro dos conhecimentos tradicionais. Todos os resultados deverão integrar uma plataforma que se alimenta e alimenta pesquisadores e pequenos produtores rurais, visando socializar os conhecimentos e saberes e priorizando a emancipação econômica dos pequenos proprietários rurais, com o objetivo de que se possa viver na e da terra, com qualidade de vida e dignidade.



PROJETOS



mso-fareast-font-family:"Century Gothic";mso-bidi-font-family:"Century Gothic"">1. Arial">Reconhecendo nosso ambiente e o Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira



A quem se destina: aos moradores do entorno da RPPN



Objetivos

Ø Reconhecer as pessoas moradoras no entorno da RPPN;

Ø Conhecer a trajetória de vida e o motivo de estarem no campo;

Ø Conhecer como veem a vida no campo, estabelecendo distinção entre os benefícios e as dificuldades na vida no campo (pontos fortes e pontos fracos);

Ø Reunir as informações, visando conceber uma rede que seja afinada e acessível para todos;

Ø Propor parcerias e vizinhança solidária;

Ø Tratar a preservação ambiental como um direito e um dever;

Ø Dialogar para consolidar uma estratégia de preservação ambiental local;

Ø Apresentar o Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira e dialogar sobre o documento e o impacto que proporciona aos que vivem em Nazaré Paulista.



Estratégias (Metodologia):

Através de dinâmicas participativas, serão propostos encontros para a formatação dos diálogos necessários. Com a perspectiva de uma educação não formal freireana e rizomática, pretende-se que as construções de conceitos e processos sejam elaboradas com os participantes, possibilitando espaço e voz para todos os integrantes.

A concepção de educação não formal freireana refere-se a um processo de construção do conhecimento que é conduzido em sintonia com o educando, a partir de sua realidade e reconhecendo os saberes e conhecimentos que possua. A educação rizomática é concebida de maneira transversal, buscando sinergia com o modo de vida do educando e abarcando as várias perspectivas dos diversos campos do conhecimento, buscando uma formação que fale da realidade do educando.

A adoção de processos formativos será efetivada com o compromisso de se respeitar o modo de vida dos participantes, propiciando momentos de diálogos e reflexões, buscando centralizar questões que abordem a preservação ambiental e a qualidade de vida de quem vive no território.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Através da sensibilização dos participantes, pretende-se que sejam mobilizados para atuar efetivamente na preservação do ambiente. A socialização e articulação de conhecimentos e experiências de vida poderão propiciar uma ressignificação de valores, com o compromisso de ser colocar como aliados ao processo de preservação, enxergando no seu entorno possibilidades de geração de renda e de melhorar a qualidade de vida. O acesso ao conteúdo do Plano de Manejo da APA Sistema Cantareira será um dos pontos focais dos encontros, possibilitando compreender quais serão os impactos que trarão ao cotidiano dos moradores da região.

A constituição de coletivos com o mesmo foco será considerada como êxito de um processo de reordenação local.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

O projeto consolida e socializa a existência de atividades no campo que poderão gerar renda e preservar o meio ambiente.

A Unidade de Conservação RPPN Sitio Caete é resultado de um investimento de longo prazo que respeita a natureza e busca ter atividades que sejam sustentáveis.



mso-fareast-font-family:"Century Gothic";mso-bidi-font-family:"Century Gothic"">2. Arial">Oficina de vida (a vida das plantas, a vida dos animais, a vida humana)



A quem se destina: aos moradores do entorno, a outros interessados – estudantes, biólogos e curiosos.



Objetivos

Ø Articular conhecimentos sobre a realidade local com proposta de educação não formal, tendo como foco a preservação ambiental total (fauna, flora, gente);

Ø Socializar informações sobre o contexto local (fauna e flora existente), visando propagar a necessidade de ações de preservação ambiental;

Ø Propiciar experiências educativas significativas, demonstrando a potencialidade de recuperação de uma área, quando devidamente manejada;



Estratégias (Metodologia):

Em encontros focais (com temas como Fauna, Flora e contexto Cultural), serão elencadas as características locais de cada um dos temas, visando ampliar um debate e reflexão sobre o assunto e sensibilizar os participantes para assumirem a preservação da natureza, em todos seus aspectos.

Sempre trazendo para o diálogo duas perspectivas distintas, como a visão dos nativos sobre seu ambiente bem como a visão de especialistas nas áreas (biólogos, geólogos, geógrafos) para ampliar as reflexões sobre os temas, pretende-se que os participantes possam reconhecer a importância da preservação ambiental.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Os questionamentos e diálogos, envolvendo perspectivas distintas, enriquecerão a compreensão das dinâmicas necessárias para a manutenção e ampliação da preservação ambiental, compreendendo o quanto impacta a vida de todos (vida urbana e do campo), imprescindível para a garantia da vida humana no planeta.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



3. Ecologia da Vida – Ecopedagogia



A quem se destina: estudantes, a grupos de turismo pedagógico



Objetivos:

Ø Apresentar a riqueza da flora e fauna local, ressaltando a importância de ações de preservação ambiental;

Ø Proporcionar diálogos, visando reflexões sobre a conectividade de todos os biomas e a relevância destas ações para as sociedades urbanas;

Ø Apresentar concepções de manejo integrado e preservacionista, como o agroecológico, enfatizando as dinâmicas que proporciona para a restauração ambiental;

Ø Apresentar a Carta da Terra – documento importante para a compreensão das dinâmicas de preservação de todo o planeta e o histórico das conquistas na área ambiental, em termos de legislação e de marcos teóricos (como a ECO 92, a Rio + 20);

Ø Fundamentar debates sobre ações de conscientização e de preservação, no campo e na cidade;

Ø Articular fundamentos de alimentação viva e saudável e na necessária conscientização em termos de consumo e de opções no modo de vida, mesmo em vida urbana;

Ø Propor reflexões sobre a finitude das reservas ambientais e os processos para administra-las, mesmo em atitudes urbanas e cotidianas.



Estratégias (Metodologia)

Em encontros serão apresentados um histórico de como se constituiu o conceito de meio ambiente, as leis que foram criadas e os movimentos de conquistas para a preservação da natureza. Eventos importantes, como a ECO 92 e a RIO + 20 serão discutidos e os marcos teóricos que são adotados globalmente.

Diálogos sobre o documento Carta da Terra e a Ecopedagogia serão incentivados, visando um esclarecimento sobre questões ambientais.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Sensibilizar para a preservação ambiental, possibilitando entendimentos de diversas perspectivas sobre questões ambientais (históricas, sociais, ecológicas, etc). Ampliar conhecimentos sobre parâmetros legais da questão e a necessidade de mobilização para o enfrentamento das dificuldades atuais, inclusive as de origens climáticas.

Esclarecer dicotomia vida urbana/vida no campo, propondo diálogos sobre a conectividade existente nos diversos territórios humanos. Suscitar a curiosidade sobre o tema, propondo estímulos para um permanente questionamento sobre a preservação ambiental.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



4. Oficina sabores e perfumes



A quem se destina: estudantes, a grupos de turismo pedagógico, curiosos



Objetivos:

Ø Apresentar a riqueza da flora, com as plantas nativas;

Ø Apresentar o ambiente integrado, com experiencias sensoriais (gustativa, olfativas prioritariamente), de um bioma da mata atlântica;

Ø Possibilitar compreensão sobre o conceito de agroecologia, o manejo que integra a preservação da flora com a geração de renda;

Ø Propor reflexões sobre a qualidade da alimentação e de hábitos urbanos consumistas;

Ø Fomentar a curiosidade sobre as práticas tradicionais de cultivo e de alimentação;



Estratégias (Metodologia)

Em atividades de campo, apresentar as plantas nativas. No pomar, apresentar as frutas nativas, com a coleta de frutos ou folhas, para apreciar o gosto ou perfume. Na horta, apresentar as verduras e as plantas alimentícias não convencionais (Pancs), com a coleta para apreciar o sabor ou perfume. No canteiro de ervas medicinais, apresentar as plantas nativas e os usos tradicionais.

A trilha, olfativa e gustativa, é um convite para saborear os alimentos agroecológicos e tornar perceptível a sua constituição saudável (cor, textura, sabor, perfume).

Poderão participar e complementar os conteúdos (como instrutoras) agricultoras locais com seus quitutes tradicionais.

Poderão, em turmas diversas, ser oferecidas oficinas para processamento artesanal dos alimentos (elaboração de geleias de frutas nativas, biscoito de araruta ou de mandioca, produtos de milho, com a riqueza dos condimentos colhidos na hora, como pimenta do reino, canela, noz moscada, cardamomo, cravo da índia e outros).



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Participar ativamente de um processo de coleta e processamento artesanal de alimentos e compreender a diferença que existe em alimentos com manejo agroecológicos. Entender que há possibilidade de se ter alimentos sem monocultura ou com utilização de insumos externos. Perceber a riqueza de um manejo natural (aroma, sabor, textura), aliado à preservação ambiental.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



5. Unidade de Conservação – RPPN O que é?



A quem se destina: estudantes, a grupos de turismo pedagógico, curiosos e principalmente aos moradores do entorno.



Objetivos:

Ø Apresentar uma modalidade de preservação ambiental que pode ser adotada por particulares;

Ø Ressaltar a importância de ações de particulares no movimento de preservação ambiental;

Ø Apresentar as especificidades da área e o processo para uma área se tornar RPPN;

Ø Mobilizar os moradores do entorno para a importância da preservação ambiental e como poderão contribuir e assumir esta modalidade de ação.



Estratégias (Metodologias)

Em dinâmicas dialogadas, será apresentado o conceito de Reservas Particulares do Patrimônio Natural e o histórico da criação desta modalidade de conservação ambiental. Pretende-se esclarecer como se constitui uma RPPN e quais são suas especificidades e benefícios.

Concomitantemente será proposto debate sobre formas de se atuar na preservação ambiental, nos vários territórios (urbanos, em outros biomas), propondo reflexões sobre hábitos de consumo, sobre alimentação viva e finitude dos recursos naturais.

A mobilização contará com obras fotográficas de Sebastião Salgado e outras, proporcionando um estimulo para reflexões sobre a conservação ambiental.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

Serão esclarecidos objetivos da RPPN e os trâmites necessários para certificar a área pretendida. Aspectos ambientais e de conservação serão explicitados, bem como o histórico de ações de preservação ambiental no país.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



6. Oficinas de capacitação para monitores de ecoturismo na RPPN



A quem se destina: a moradores do entorno, interessados em parceria na recepção de grupos para ecoturismo.



Objetivos:

Ø Propiciar atividade de renda para moradores do entorno da RPPN

Ø Incentivar o conhecimento da realidade local e assumir compromisso com a preservação ambiental;

Ø Contribuir para divulgar a riqueza natural da região e potencializar ações de transformação, com seus pares e com os visitantes com quem atuará;



Estratégias (Metodologia)

Reuniões de compartilhamento de conhecimentos, visando socializar informações sobre a RPPN, sua criação, riqueza natural encontrada, fauna e flora. Debates sobre conceitos sobre preservação, riqueza ambiental/natural, flora e fauna do bioma.



Resultados pretendidos:

Para os participantes do projeto

A capacitação possibilita uma futura atuação como monitor ou guia em atividades em grupo, a serem realizadas na RPPN. Permite que o participante possa reconhecer a importância de sua região, além de propiciar uma fonte extra de rendimentos.



Para a comunidade de Nazaré Paulista

Reconhecer a potencialidade de preservação que pode representar uma Unidade de Conservação Ambiental Particular, trazendo uma outra perspectiva para conceber estratégias de preservação ambiental.



Referências Bibliográficas

BARBOSA, Luciano Chagas. Políticas públicas de educação ambiental numa sociedade de risco: tendências e desafios no Brasil. IV Encontro Nacional da Anppas, Brasília, 2008.



BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Pensar o Ambiente: bases filosóficas para a Educação Ambiental. Org. CARVALHO, Isabel Cristina Moura de; GRUN, Mauro; TRAJBER, Rachel. Brasília, 2006.



BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). Cadernos Secad 1.Org. HENRIQUES, Ricardo; TRAJBER, Rachel; MELLO, Soraia; LIPAI, Eneida M.; CHAMUSCA, Adelaide. Brasília, 2007.



SÃO PAULO (Estado) Secretaria do Meio Ambiente. Programa de Educação Ambiental da Fundação Florestal: um guia para implantação nas unidades de conservação. Adriana Neves da Silva; Juliana Ferreira de Castro (Orgs.) - São Paulo: SMA/CEA, 2016.



SILVA, Adriana Neves da . Experiências em educação ambiental - unidades de conservação gerenciadas pela Fundação Florestal, 4º Diálogos de Educação Ambiental - EA na gestão socioambiental das áreas protegidas. Fundação Florestal. Disponível em acesso em 10/10/2019



WICK, Maíra Arantes Leite. A educação ambiental presente nos programas de uso público em parques estaduais localizados no município de São Paulo. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro Orientador: Luciano Fernandes Silva, Rio Claro, 2014.

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