Pagamentos hospedados vs. não-hospedados

Comerciantes online se deparam com inúmeras dúvidas enquanto desenvolvem seus sites e processos de checkout. Uma das maiores escolhas a serem consideradas é o uso de um gateway de pagamento hospedado ou não-hospedado em sua página de checkout.

E por que isso é tão importante?

A forma como sua loja online aceita pagamentos afeta diretamente a experiência do cliente. Quer você esteja solicitando doações, coletando taxas de inscrição ou vendendo produtos online, é preciso decidir como irá transferir estes fundos a partir do pagador.

De acordo com um estudo do Baymard Institute, 21% dos compradores já desistiram de uma compra simplesmente porque sentiram que o processo de checkout era demorado ou complicado demais. Cabe aos comerciantes garantir que não estão colocando obstáculos no processo de checkout, impedindo seus compradores de concluir uma transação.

Isso significa que é importante fazer a escolha certa sobre qual tipo de gateway de pagamentos sua loja online ou site utilizará durante seu processo de checkout.

O que é um gateway de pagamento?

Todos os sites e lojas online que coletam pagamentos precisam de utilizar um gateway de pagamento – um serviço utilizado por comércios eletrônicos para aprovar e autorizar a transferência de pagamentos com cartões de crédito e débito entre compradores e vendedores. Um gateway de pagamento é, essencialmente, o intermediário entre o comprador e o vendedor que garante uma transação sem problemas.

Existem dois tipos básicos de gateways de pagamento para escolher: hospedados e não-hospedados. Sua escolha dependerá do tipo de experiência que você deseja oferecer aos seus clientes e a quantidade de controle que você deseja manter sobre o processo de pagamento.

O que é um gateway de pagamento hospedado?

Um gateway de pagamento hospedado é um sistema de checkout terceirizado que redireciona o usuário para a página do provedor de serviços de pagamento (PSP). Isso significa que o usuário deixará seu site para concluir o pagamento e será redirecionado de volta ao mesmo para concluir o processo de checkout.

Isso é benéfico para o comerciante pois, por uma taxa, o provedor de serviços de pagamento lida com todo o processo transacional, fornecendo uma maior segurança e proteção de dados.

Gateways de pagamento hospedados são fáceis de configurar – estes frequentemente utilizam modelos que requerem apenas a inserção das informações – além de não exigirem nenhum tipo de manutenção da parte dos comerciantes, já que o provedor de serviços de pagamento (PSP) possui o controle sobre o processo.

A maioria dos PSPs mais bem avaliados permite personalizar um pouco a página de checkout com o branding da sua empresa. Essa é uma importante marcação visual para assegurar seus clientes de que não estão sofrendo algum tipo de golpe elaborado para roubar os dados de seus cartões de crédito.

Na verdade, a perda da confiança do cliente é um dos maiores riscos associados ao uso de gateways de pagamento hospedados. Ao serem redirecionados para outra página para a conclusão do pagamento, compradores cuidadosos podem hesitar ao concluir a transação. Se seu processo de checkout “não passar confiança, for difícil de utilizar ou parecer deslocado, isso pode fazê-lo perder vendas,” escreve Nicole Kohler, do Woo Commerce.

O uso de um gateway de pagamentos hospedado também implica que o comerciante está abrindo mão do controle sobre uma parte do processo transacional. Sim, você pode personalizar a página de checkout e escolher qual PSP utilizar, mas, no final das contas, é o PSP quem possui controle sobre o processo.

O que é um gateway de pagamentos não-hospedado?

A segunda opção disponível é fazer com que seus clientes passem pelo processo de checkout dentro da sua página. Este método é conhecido como gateway de pagamentos não-hospedado ou local. Usando essa opção, seus clientes não serão redirecionados para uma outra página para concluir a transação. Em vez disso, estes deverão inserir suas informações de pagamento diretamente em seu site.

Com um gateway de pagamentos não-hospedado, os comerciantes têm total controle sobre a experiência de seus consumidores. Isso pode ajudar a aumentar suas conversões, pois os compradores estarão lidando apenas com uma marca confiável – a sua. A página de checkout possui a mesma aparência do seu site, logo, não há confusão sobre o destino do pagamento.

Este método de coleta de pagamentos também possibilita um melhor monitoramento dos dados de clientes, permitindo seu uso em futuros esforços de marketing. Quando um cliente conclui uma transação através de um gateway de pagamento não-hospedado, você pode vincular esta compra à sua conta e monitorar seus hábitos de compra.

Embora este nível de controle represente uma grande vantagem, utilizar um gateway de pagamentos não-hospedado significa que você é o responsável por assegurar a segurança e a proteção dos dados transacionais durante todo o processo de checkout. Isso pode exigir uma grande quantidade de recursos – e muitos comerciantes podem não ter acesso aos mesmos.

O suporte técnico também pode representar um desafio para comerciantes que optam pelo uso de um gateway de pagamento não-hospedado. Caso exista algum problema com a página de checkout, você será responsável por descobrir sua causa e resolvê-lo. Isso pode exigir que você contrate um profissional, o que pode sair caro.

Ao decidir qual opção utilizar para a coleta de seus pagamentos – hospedada ou não-hospedada – Allen Burt, fundador da agência de escalonamento de comércio eletrônico Blue Stout, recomenda que você se faça as três seguintes perguntas:

  1. Como o gateway em seu site irá melhorar a experiência de checkout do consumidor?
  2. O gateway se integrará perfeitamente à plataforma atual do seu site?
  3. O gateway pode crescer juntamente com sua empresa?

Compreender as respostas a estas perguntas – bem como as necessidades do seu negócio e dos seus consumidores – o ajudará a fazer a escolha certa entre os gateways de pagamento hospedado e não-hospedado.

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