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Como projetar um app em 7 passos simples

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Como projetar um app em 7 passos simples

Quase metade de todos os aplicativos instalados é desinstalada nos primeiros 30 dias — muitas vezes no mesmo dia do download. Os usuários simplesmente não têm paciência para lidar com apps de qualidade inferior. Eles buscam a perfeição, e nada menos que isso serve.

Se você está criando o design de um app, precisa transformar com cuidado o problema do usuário em uma experiência limpa e fácil de navegar — com fluxo, estrutura e hierarquia visual impecáveis. Qualquer coisa abaixo disso acabará sendo desinstalada. 

Neste guia educativo, vamos mapear o processo de design de aplicativos passo a passo, desde a definição do problema do usuário até a entrega dos arquivos para o desenvolvedor. Ao final, você saberá como projetar um app que os usuários amam.

Precisa de um app hoje? Pule completamente a etapa de design

Com o Criador de apps com IA da Jotform, basta descrever o app ideal em um prompt, e o criador de apps com IA gerará um aplicativo totalmente funcional e pronto para uso em minutos — sem necessidade de conhecimentos de design ou programação. Depois, você pode fazer os ajustes finais por meio de prompts adicionais para garantir que o app atenda exatamente às suas necessidades.

1. Comece pelo problema, não pelos recursos

A primeira etapa, a descoberta do produto, é uma das partes mais importantes do processo de design de aplicativos. Pense em qual problema o seu app pretende resolver para o seu público-alvo. Descubra que tipo de frustração ou necessidade não atendida o seu público enfrenta e como você pode ajudar.

Você precisará identificar

  • O principal problema e como os usuários o resolvem hoje: Qual questão deixa o seu público-alvo de cabelo em pé? Ela acontece todos os dias ou apenas de vez em quando? Onde o problema ocorre — no trabalho, em casa ou no trajeto? Que tipos de solução eles usam atualmente para resolver essa questão e por que o seu app será a melhor opção? Considere qual aspecto da abordagem atual causa atrito e como você pode tornar esse processo mais fácil, mais fluido ou mais rápido.
  • O público-alvo e o que é importante para ele: Quem são os principais usuários que você vai atingir? Considere os objetivos que eles vão querer alcançar com um app. Você também precisará entender o nível de conhecimento técnico deles.
  • O resultado desejado para o seu público-alvo: Depois que começar a usar o seu app, o que o seu público-alvo deverá conseguir fazer de forma mais fácil e eficaz? Identifique os benefícios, como economizar tempo ou dinheiro, ou reduzir erros manuais.

Não deixe de validar suas suposições sobre o problema e o seu público-alvo com uma pesquisa. Você pode conversar com possíveis usuários, ler avaliações de clientes de apps semelhantes, estudar produtos concorrentes e analisar o comportamento de busca. É importante ter evidências claras de que o problema que você quer resolver é urgente e importante o bastante para justificar um aplicativo dedicado. 

2. Mapeie o fluxo do usuário e a lista de telas

A próxima etapa é esboçar como o seu app vai resolver o problema identificado. Defina a tarefa principal do app e o caminho mais curto e claro para executá-la — começando pela tela inicial. 

Veja o que você precisará fazer:

  • Mapeie a jornada do usuário: Anote cada ação que o usuário precisa realizar, incluindo as decisões que ele deve tomar ou as opções que deve escolher, para concluir a tarefa principal. Você também precisará considerar o que acontece antes, durante e depois de o usuário concluir a tarefa principal. Há tarefas secundárias que ele também precisará realizar?
  • Considere variações da jornada do usuário: O usuário poderá iniciar a jornada a partir de pontos diferentes, como a tela inicial do app ou uma notificação? Isso muda a jornada de alguma forma? Você também precisará pensar em possíveis casos extremos de alta prioridade, como falhas no pagamento de assinaturas ou perda da conexão com a internet no meio da jornada.
  • Crie uma lista de telas: Defina como será cada tela do app em cada etapa da jornada do usuário, como as telas de login, início, busca, resultados, finalização da compra e confirmação. Considere quais informações precisam estar em cada tela para que os usuários consigam concluir as ações que desejam realizar. Não deixe de revisar a lista de telas e remover etapas desnecessárias que geram atrito. 

Um ponto de atenção nesta etapa é o acúmulo excessivo de funcionalidades (feature creep). Separe os recursos indispensáveis dos recursos desejáveis e defina como tornar o app eficiente e focado no problema dos seus usuários. Recursos adicionais podem parecer empolgantes, mas podem gerar tempo, esforço e atrito inesperados para os usuários. Mantenha o seu app focado no problema principal que você quer resolver.

3. Escolha a plataforma e a linguagem de design nativa

Antes de consultar guias de wireframes de UX ou tutoriais de design de interface mobile, você precisa escolher a plataforma e a linguagem de design nativa. A(s) plataforma(s) escolhida(s) influencia(m) a aparência e o comportamento do app. E, ao tomar essa decisão agora, você pode projetar telas específicas para essa plataforma (ou para várias plataformas) em vez de criar uma interface mobile genérica.

Suas opções incluem

  • Apple iOS: Ao projetar para a Apple, consulte as Human Interface Guidelines e os Apple Design Resources — que abordam áreas como layout, navegação, tipografia e muito mais. É importante que o seu app tenha uma aparência semelhante à de outros apps da Apple, para que os usuários sintam familiaridade e conforto desde o início, principalmente em relação a botões, alternadores, menus e outros recursos importantes de navegação.
  • Google Android: Se você optar pelo ecossistema do Google, confira as orientações de Android Design & Plan do Google, que trazem a palavra oficial sobre estilos, temas e recursos de design. Siga o Material Design 3 e os padrões estabelecidos de navegação, botões, cartões e outros componentes importantes do app. Não deixe de planejar layouts adaptáveis que funcionem tanto em telas compactas quanto em telas maiores.
  • Design de apps multiplataforma: Se você quer atingir vários sistemas operacionais em vez de projetar para apenas um, precisará determinar quais partes da experiência do usuário permanecerão consistentes entre as plataformas (como cores e fontes) e quais serão diferentes. Talvez seja necessário seguir algumas convenções específicas de cada plataforma, como as de navegação, controles e permissões. Você também precisará equilibrar a consistência da marca com a familiaridade nativa de cada plataforma e definir quais aspectos devem ser específicos para que os usuários se sintam à vontade com o seu app desde o início.

Pro Tip

Está com dificuldade para decidir qual plataforma escolher? Considere o seu público-alvo e se ele tem maior probabilidade de preferir uma plataforma específica ou de viver em uma região geográfica onde determinada plataforma é predominante. Pense também na usabilidade do seu app além dos smartphones. Ele pode ser usado em relógios, tablets, computadores e outros dispositivos? Isso também pode ajudar você a decidir em qual plataforma desenvolver.

4. Crie wireframes de baixa fidelidade

Em seguida, crie wireframes de baixa fidelidade — basicamente o esqueleto de cada tela do app — com base na lista de telas que você elaborou na etapa dois. Pense em quais informações são necessárias em cada tela, onde elas devem ficar, como o usuário executa uma ação e como ele navega entre as telas.

Ainda não vamos entrar em design visual, imagens, cores e identidade de marca. Por enquanto, seus wireframes terão apenas linhas cinzas simples, caixas e textos provisórios. O objetivo aqui é apenas mapear o layout e a funcionalidade e determinar como o usuário vai interagir com cada tela. Você terá a chance de exercitar sua criatividade nas próximas etapas.

Veja o que priorizar nos seus wireframes de baixa fidelidade:

  • Siga as regras de ouro de UX: Ao olhar para cada tela, os usuários devem saber imediatamente a resposta para três perguntas: Onde estou? O que posso fazer aqui? O que acontece em seguida? Se eles não conseguem responder a isso rapidamente, a tela não está cumprindo bem o seu papel. Priorize a clareza e a simplicidade acima de tudo.
  • Defina o melhor padrão de navegação para o app: A maioria dos apps tem entre três e cinco destinos de nível superior, como início, perfil, reservas e busca. Mas como os usuários vão passar de uma seção do app para outra? E a barra de navegação ficará na parte superior ou inferior da tela? Seja qual for a sua decisão, mantenha a consistência. As orientações sobre a barra de navegação do Material Design, do Google, são um recurso útil.
  • Torne as áreas de toque acessíveis: Você já tocou no botão errado em um app porque a área de toque era pequena demais? É extremamente frustrante para os usuários, e por isso botões e outros elementos interativos precisam ser grandes o bastante para permitir um toque preciso. A Apple recomenda que as áreas de toque tenham 44 x 44 px, enquanto o Android recomenda 48 x 48 dp. Se várias áreas de toque estiverem próximas umas das outras, garanta que haja espaço suficiente entre elas.

Quando os wireframes estiverem prontos, revise-os em sequência para garantir que os usuários consigam concluir a jornada com facilidade. Nesta etapa, pode ser útil envolver um testador que não conheça o app. Peça que ele percorra os wireframes em sequência e aponte os pontos que geram confusão.

5. Transforme os wireframes em um protótipo clicável

Antes de gastar tempo e recursos em um design visual refinado, teste se o fluxo do app funciona da maneira que você imagina. Você pode fazer isso transformando seus wireframes em um protótipo clicável. Trata-se de um modelo interativo que simula como o usuário navega pelo app. Ele não tem nenhuma funcionalidade de back-end nem dados reais; o protótipo imita as interações do usuário e pode ajudar você a identificar fluxos confusos antes de partir para o design completo ou para o desenvolvimento. 

Veja o que fazer:

  • Conecte as telas: Ao criar o mockup do seu app, use a prototipagem de apps do Figma para conectar as telas e montar um caminho realista que um usuário percorreria no app. Outras ferramentas que você pode experimentar são o Sketch e o ProtoPie. Essas ferramentas permitem conectar botões, cartões e outros elementos de navegação às telas correspondentes, para que você veja como o fluxo do usuário funciona. Durante esse processo, você pode ficar tentado a tornar todos os elementos do wireframe clicáveis. O ideal é focar primeiro o fluxo principal do usuário e acertá-lo antes de passar para os elementos secundários. 
  • Coloque o seu protótipo à prova: Peça a alguns usuários externos que não conheçam o app para testar o fluxo. Dê a eles uma tarefa específica para concluir no protótipo, como “Agende um horário para quarta-feira”. Não dê nenhuma instrução sobre como realizar a tarefa e observe como os testadores percorrem a jornada por conta própria. Anote os pontos em que eles hesitam ou cometem algum erro — essas podem ser áreas que você precisa revisar.

Pro Tip

Concentre-se mais nas ações dos testadores no protótipo do que no que eles dizem sobre ele. Por exemplo, alguns usuários podem dizer que acharam o protótipo fácil de usar. No entanto, se você notou que eles hesitaram ao concluir as ações, pode ser porque ficaram momentaneamente em dúvida sobre o que fazer em seguida. Ao focar o comportamento do usuário, você conseguirá projetar um app mais eficaz.

Com base em como os testadores externos navegam pelo protótipo, talvez seja necessário atualizar rótulos, navegação, ordem das telas e outros elementos. Depois de fazer as alterações, apresente o protótipo a mais testadores e registre o comportamento deles. Repita esse processo até que o protótipo ofereça aos testadores uma jornada fluida para concluir a tarefa. 

6. Aplique o estilo de UI de alta fidelidade

Depois de todo o refinamento e dos testes, finalmente chegou a hora de transformar o protótipo em uma interface do usuário refinada e visualmente atraente, com detalhes suficientes para que um desenvolvedor possa assumir e seguir em frente. 

Esta é a etapa em que você aplicará as cores, a tipografia, as imagens, os ícones e a hierarquia visual, seguindo as convenções da plataforma escolhida na etapa três. Acima de tudo, garanta que o design seja consistente em todas as telas. Isso proporcionará aos usuários uma experiência fluida, não importa em qual tela eles estejam.

Veja alguns aspectos importantes a ter em mente nesta etapa:

  • Estabeleça o seu design system: Crie regras visuais que serão aplicadas aos diferentes aspectos do seu app, como espaçamento, estilo de ícones, paleta de cores e muito mais. Essas regras devem ser bem documentadas para que o desenvolvedor não precise fazer suposições.
  • Crie uma biblioteca de componentes: Usar componentes padronizados para botões, campos de entrada, cabeçalhos, abas e outros elementos recorrentes garante consistência em todo o app. O Figma oferece um guia útil sobre como criar componentes e suas variações. Criar uma biblioteca de componentes pode levar tempo no início, mas vale muito a pena — ela economiza uma quantidade considerável de esforço e tempo a longo prazo.
  • Não se esqueça dos estados esquecidos: Nem todos os caminhos do usuário pelo app serão perfeitos. Haverá telas vazias (como quando o usuário não tem mensagens), estados de erro (como quando uma ação falha) e estados de carregamento (como quando os usuários aguardam a conclusão de uma ação). Esses estados também precisam ser considerados no design.

Ao se concentrar na estilização, pense se os seus designs são acessíveis. Observe o contraste de cores, o tamanho do texto e outros indicadores que podem influenciar a forma como determinados usuários interagem com o seu app. As Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) trazem informações úteis para garantir que seus apps funcionem para pessoas com diferentes necessidades.

7. Prepare as especificações de design para a entrega ao desenvolvedor

Ao repassar os arquivos do projeto para as equipes de desenvolvimento de software front-end, o objetivo é fornecer detalhes suficientes para que elas possam criar o app sem precisar fazer suposições nem lidar com ambiguidades. A clareza é fundamental para garantir que os desenvolvedores construam o app que você projetou.

Veja o que você precisará fazer:

  • Prepare os arquivos de design finais: Seus arquivos de design devem ser enviados na mesma ordem do fluxo do usuário e da lista de telas, para que os desenvolvedores saibam como os usuários navegam pelo app. Garanta que telas, frames, componentes e camadas de design tenham nomes consistentes. Remova quaisquer conceitos antigos para reduzir a confusão. 
  • Documente o seu design system: Forneça detalhes sobre famílias de fontes, tamanhos de fonte, espaçamentos, códigos hexadecimais das cores, raios de borda e qualquer outro estilo recorrente. Isso garantirá a consistência entre design e desenvolvimento.
  • Forneça detalhes sobre os elementos interativos: Às vezes, o comportamento interativo não fica claro em uma tela estática. Nesse caso, documente o que acontece durante a interação — por exemplo, o que ocorre quando o usuário ativa ou desativa uma configuração.
  • Exporte recursos em vetores escaláveis: Entregue ícones e ilustrações como arquivos SVG, que podem ser redimensionados sem perder a nitidez. Para fotografias e outras imagens, use formatos apropriados, como PNG ou JPEG.
  • Descreva os requisitos específicos de cada plataforma: Se houver diferenças entre as versões do design para iOS e Android, anote-as para os desenvolvedores. Elas podem incluir navegação, ícones e comportamentos. 
  • Defina a entrega final: Documente claramente suas expectativas para o app final, de modo que não haja falhas de comunicação nem confusão entre design e desenvolvimento.

Pode ser útil criar uma checklist de entrega que descreva tudo o que você está fornecendo ao desenvolvedor. Revisem a checklist juntos para que o desenvolvedor possa tirar dúvidas e confirmar que tem tudo de que precisa antes de iniciar a parte dele no processo.

Elimine a entrega ao desenvolvedor com o Jotform Apps

Agora que você sabe como projetar um app, será que está se sentindo sobrecarregado só de pensar na quantidade de trabalho envolvida? Isso sem falar que o processo de design tradicional geralmente termina com uma entrega cara ao desenvolvedor, que pode pesar rapidamente no seu bolso. Para empreendedores e donos de pequenos negócios, essa não é uma solução econômica nem realista. 

E se existisse uma maneira mais fácil?

Conheça o Jotform Apps, a plataforma no-code definitiva para projetar, criar e desenvolver apps totalmente personalizados em minutos — sem programação, arquivos SVG nem entrega para a equipe de desenvolvimento.

Veja o que faz do Jotform Apps uma excelente escolha:

  • Fácil de começar: O Jotform oferece três maneiras diferentes de começar a criar seu app. Você pode usar um prompt para descrever sua ideia e pedir ao Jotform AI App Builder que crie o app para você. Também pode explorar a interface de arrastar e soltar para criar seu app do zero. Além disso, o Jotform disponibiliza milhares de modelos de app gratuitos que você pode usar como base para criar o app dos seus sonhos. 
  • Interface do usuário totalmente personalizável: Das cores à navegação, você pode alinhar o app à sua marca para oferecer ao seu público-alvo uma experiência integrada ao interagir com o seu negócio.
  • Variedade de funcionalidades: Os apps criados com o Jotform podem coletar dados, agendar horários, receber pagamentos, encaminhar informações, obter aprovações e muito mais.
  • Totalmente responsivo em todos os dispositivos: Basta criar seu app uma única vez e executá-lo em qualquer lugar, incluindo smartphones, tablets e computadores. 
  • Engajamento integrado: Com notificações push entregues em tempo real, os apps do Jotform podem enviar mensagens, atualizações, ofertas e comunicados para engajar seus usuários. 

Pro Tip

Se você não sabe como criar um app sem programar, nós ajudamos você. Confira o novo curso do Jotform Apps na Academy, que mostra, passo a passo, como criar um app usando as ferramentas do Jotform. O curso também inclui quizzes para você testar seus conhecimentos antes de mergulhar no desenvolvimento do app.

O Jotform Apps é gratuito para começar, então você pode explorar a plataforma hoje mesmo, sem nenhum compromisso. Cadastre-se e veja como é fácil criar um app em minutos, sem se preocupar com design, desenvolvimento e custos desnecessários. 

Este artigo é para empreendedores, fundadores de startups, gerentes de produto e criadores freelancers que precisam de um framework estruturado e profissional para levar uma ideia de app de um conceito abstrato a um mockup interativo pronto para produção.

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